quarta-feira, 1 de abril de 2015

Highline Pai Inácio

O Morro do Pai Inácio é palco de grandes realizações e histórias, cada uma mais incrível e impressionante que a outra. E agora com mais uma que parece inacreditável... Esta paisagem pra nós também não é mais a mesma, tornou-se mais magnífica ainda com a abertura do primeiro Highline na montanha e a impressionante vista da linha sobre o vale. Como a famosa lenda do Morro que é contada pelos guias quando uma nova pessoa acessa o topo desta montanha, vou contar pra vocês aqui então a minha própria história, que foi realmente vivenciada neste lugar. Uma das minhas maiores experiência na minha primeira visita à Chapada Diamantina com o Slackline foi quando subir o Morro do Pai Inácio com os amigos e estiquei uma fita lá no topo para dar um rolé de slackline num final de tarde, isso aconteceu no início de 2010.
Essa primeira experiência foi incrível e fiquei desde então imaginando como seria mais magnífico ainda se fosse uma travessia de Highline. Aproveitei a oportunidade para observar uma linha e vi que as possibilidades eram grandes assim como o desafio a encarar. De lá pra cá muitos atletas passaram pela região mas ninguém realizou esse projeto, permanecendo apenas as lendas.

 Após cinco anos retornei a Lençóis para viver novos desafios e realizar meus objetivos, pegar a estrada de carona com os novos amigos e fazer o percurso da ChapadaSlackTrip entre um ponto e outro, nos dois extremos da Chapada Diamantina, do Capão ao Campo Redondo em Ibicoara.
Com essa minha nova visita a Lençóis agora finalmente podia me imaginar fazendo parte daquela paisagem, me equilibrando sobre uma fita entre os paredões, um desejo pessoal, mas que ao mesmo tempo o tal feito se tornaria um marco importante para o Slackline no Brasil.

Depois da realização do primeiro Highline na Cachoeira da Fumaça os nossos planos e dedicação se voltaram para o objetivo de realizar mais uma conquista impressionante, desta vez, claro! Era a vez do Pai Inácio.

O primeiro dia foi de planejamento e logística, fizemos um almoço no Abrigo Formigueiro Formiga,reunimos a equipe, separamos o que seria necessário para uma missão de dois dias e nos preparamos para um possível bivaque próximo à montanha já que não seria possível e nem aconselhado dormir no topo do Morro  devido a incidência de raios e rajadas de vento caso o tempo mudasse. Saímos de Lençóis rumo a montanha, uma parte da equipe foi na frente e como todos éramos guias fomos isentados da taxa de visitação, quando chegamos na portaria nosso acesso já estava liberado graças a boa comunicação e respeito que tem os guias nestes acessos.  Subimos no finalzinho do dia para checar os pontos de ancoragens, trabalhamos na instalação de um dos lados deixando o acesso mais difícil para dia seguinte. Descemos já anoitecendo e fomos para o Posto de gasolina que fica próximo, lá trocamos uma ideia com o proprietário que permitiu que passássemos a noite acampados num pequeno quiosque ao lado,  compramos mais alguns acompanhamentos no restaurante para incrementar o rango, jantamos e depois que o estabelecimento fechou tentamos dormir. Acordamos no meio da noite sobre o som de umas gargalhadas e um uma prosa alta do vigia e seus amigos, o papo entrou pela madrugada e não conseguimos dormir mais. Levantamos cedo, tomamos um café e partimos para a missão no Morro do Pai Inácio.

Para alcançar o outro lado fizemos um rapel e atravessamos com cuidado colo da montanha, meu amigo Paulinho e eu escalamos a parede do Inácio Filho na parte mais curta do lado direito e seguimos por uma longa travessia horizontal para a esquerda até chegar no outro ponto da linha. Enquanto isso a galera dava suporte na passagem dos equipamentos. Preparamos tudo e atravessamos de tirolesa pela fita para o outro lado, terminamos de tensionar a fita após horas de trabalho e já estávamos exaustos. Deixamos então o rolé mais para o final do dia. Parte da equipe desceu pra agilizar um rango forte para segurar a onda, almoçamos umas quentinhas e finalmente com a energia reposta começamos a parte mais importante do projeto que era a diversão, mas linha se mostrou imponente e desafiadora, dei vários roles pra alegria dos turistas que torciam e aplaudiam admirados, mas à travessia total dos sessenta metros de linha não foi possível devido ao desgaste físico de todo o trabalho e também pelo fato de termos usado uma corda de backup que ficou muito pesado aumentando a dificuldade do equilíbrio. A pesar disso cada passo na fita valeu a todo esforço, a galera não estava acostumado andar nessas condições também e tiveram uma incrível experiência, além do prazer de tentar e fazer parte de mais essa realização que se torna um marco importante para o Esporte na região.

Para mim foi mais um sonho realizado e com certeza a história de que uma pessoa andou sobre uma pequena fita de uma montanha para outra, por mais que pareça inacreditável, não será apenas uma lenda. 

Mais uma vez agradeço aos amigos: Paulo Augusto, irmãos Rodrigo e Henrique Bastos, Hélder Francisco e também aos irmãos Kim, Tata e Romarinho. Muito obrigado a todos, principalmente aos apoiadores: Abrigo Formigueiro Formiga, Família Extremo, Abrigo FX, a Deuter Brasil, a Bonier Equipamentos e a SOLO Vestuário por garantir minha viagem para realização deste sonho, foi uma experiência inesquecível com muita troca de conhecimento com essa galera bacana que estão sempre realizando os sonhos de outras pessoas guiando nos melhores picos quem visita a Chapada Diamantina.

Até a próxima amigos, as fotos já estão sendo compartilhadas na fanpage, acesse e curta: Album Highline Pai Inácio

sábado, 28 de março de 2015

Highline na Fumaça.

Finalmente chegou o grande momento! Nada melhor que voltar à Chapada Diamantina e desta vez bem preparado, com a intensão de abrir os mais lindos e impressionantes highlines nos lugares mais tops da região. Pra isso acontecer eu precisava de pessoas que acreditassem no Esporte pra me dar um suporte na realização desta missão. O objetivo principal era abrir uma Linha de Highline na Cachoeira da Fumaça que é um dos monumentos naturais mais importante e imponentes do Brasil, este ícone é conhecido mundialmente por todos aventureiros do mundo, pois está no coração da Chapada Diamantina, uma das áreas mais convidativas a passeios, aventuras e atividades esportivas integrado à natureza da Bahia.
Através do Slackline conheci o Paulo Augusto (Paulinho de Ibicoara), um montanhista experiente que se identificou com o Highline que é a modalidade mais radical do Esporte, ele começou a desenvolver a prática na sua região e logo surgiu a ideia de me convidar para realizamos alguns projetos pra ajudar a galera local que curte também o Slackline, mas não te em acesso a essa modalidade que é também a mais encantadora e integra eles ao ambiente de montanha propiciando junto mais uma forma de trabalho como Guias.

Esse convite era tudo que eu precisava e vindo de um cara tão bacana como ele que se tornou meu amigo antes mesmo de nos conhecermos pessoalmente, e também por ser um montanhista eu sabia que poderíamos fazer um trabalho incrível e através dele conseguir reunir mais parceiros para dar uma força nos próximos grandes desafios. A Base do Paulinho é em Ibicoara, um dos pontos da Chapada que poderia nos propiciar grandes conquistas também, mas falando do meu objetivo principal teríamos que contar com a galera de Lençóis, logo recebi a boa notícia que poderíamos contar com o nosso amigo Formiga, Eduardo Nasa, que nos ofereceu suporte com o abrigo no Formigueiro Formiga, isso me motivou mais ainda pois conseguimos agilizar uma encomenda especial da Bonier Equipamentos que foi entregue no Abrigo em Lençóis para estruturação das linhas, um primeiro passo dado pois com essas chapas já dava a certeza deixar um grande legado para toda comunidade local e pro Esporte com a abertura das principais linhas de Highline na Região.

Recém retornado de uma das trips mais importantes da minha vida com o Slackline gravando para o Canal OFF no pico mais histórico do Esporte em Yosemite onde tudo teve início, daí logo começamos a planejar e agilizar os nossos projetos, quando finalmente consegui as passagens áreas pra Bahia definimos a data para o dia 12 de Março de 2015. Com uma parceria de apoio com a SOLO consegui as passagens aéreas até Lençóis e de quebra umas roupas da coleção 2015 pra segurar a onda nas missões, e como todo atleta de montanha precisa estar bem equipado, mais uma vez contei com as minhas velhas mochilas e apoio da DEUTER Brasil, esse suporte foi essencial para garantir os meus dias em Lençóis e na montanha, saco de dormir bom com o mínimo volume possível, pois não cabia mais nada nas mochilas que já estavam no excesso de peso com todo equipamento de Highline e conquista, detalhes para o mini fogareiro Jupiter da Náutica que coube certinho na bagagem.

Tudo certo então partir pra Lençóis, saindo do Rio as 9 da manhã e as 15h da tarde já estava desembarcando em Lençóis onde encontrei logo toda a equipe que estava vindo de Ibicoara, fui recepcionado pelos amigos que só então falávamos pela internet, conheci o Henrique Bastos, parceirão também que ia fazer os registros dá missão, irmão de um amigo havia conhecido Encontro de Escaladores do Nordeste que foi sediado em Igatu em 2014.
Para aproveitar o dia e a nossa visita em Lençóis, depois de passar no Abrigo do Formigueiro e ter a triste notícia que o nosso amigo Formiga que tinha viajado não iria chegar a tempo do início da nossa primeira missão aí fomos da um alô pra galera na cidadezinha. Encontramos com o Henrique Gironha e combinamos de fazer um macarrão pra galera. Relax antes do dia decisivo do projeto, organizamos tudo deixando alguns detalhes da nossa alimentação na montanha para o dia seguinte.

Sexta-feira 13 com toda positividade partimos para a Vila do Capão, mas antes paramos num vilarejo próximo pra aguardar o Rodrigo Bastos, mais um brother pra missão fechando a equipe em 08 pessoas, fizemos as últimas compras na cidadezinha próxima chamada Palmeiras e depois partimos para a Vila do Capão onde se inicia a trilha principal da Fumaça, esse acesso é o único ponto de controle do Parque, demos entrada para pernoitar e talvez seguir até parte baixa da Fumaça. Iniciamos a trilha num ritmo bom, às 14:15 e em uma hora e quinze minutos estávamos finalmente no topo da Cachoeira. Sensação maravilhosa de poder conhecer este lugar maravilhoso e em algumas horas a mais já estaria vendo tudo isso de pontos nunca antes explorado, pois além de toda essa emoção que o lugar oferece, o meu objetivo era caminhar por cima da Cachoeira, abrir uma linha histórica de Highline neste lugar mágico que têm uma altura impressionante. Ao chegar próximo ao penhasco foi-se revelando uma beleza esplendorosa e expondo o grande desafio que teríamos pela frente. Por volta das 16:30hr começamos os trabalhos, seguimos pela noite até as 21:30 finalizando a montagem deixando tudo pronto para o grande dia de rolé. Pegamos as mochilas e seguimos rio à cima para um bivaque nas margens da cachoeira, um lugarzinho perfeito porém selvagem, à noite a circulação de animais de hábitos noturnos é intensa, mas talvez estávamos todos exaustos e dormimos tranquilamente sem perceber nenhuma presença a mais que a visita de um enorme escorpião durante o jantar.

Na manhã do dia seguinte não foi surpresa a forte neblina, até imaginávamos dar um rolé nas nuvens, mas a umidade estava alta ainda mais com o vento forte soprando uma fumaça branca que parecia quase uma chuva, porém de baixo para cima. Depois de acordar e dar uma verificada na fita retornamos para o Ranchinho Triplex onde passamos a noite. Tomamos um café reforçado preparado pela equipe que esperavam ansiosos por experimentar também a sensação de pisar num Highline grandioso e imponente como este.

As condições não foram as melhores até por volta de quase meio dia. Ficamos todos aguardando uma trégua do vento forte, a paisagem abriu entre algumas nuvens, mas o vento continuou. Decidi mesmo assim tentar, a fita chacoalhava muito oferecendo poucas chances de equilíbrio, fiquei sobre a fita durante quase uma hora tomando chuva no rosto até que em um pequeno instante consegui levantar me equilibrando no vento forte soprado do abismo, de vez em quando percebia a fumaça branca se formar da queda d'água com bastante gotas que chegavam a molhar o meu rosto. Haviam muitas pessoas de prontidão aguardando ansiosos e curiosos por aquele momento, eu senti o equilíbrio e me concentrei na travessia, todos fizeram silêncio e por uns três minutos ou mais, que para mim pareceram bem mais, fui caminhando sobre a estreita fita que em um dos trechos se estendia sobre o vão de 410 metros de altura. Ao me aproximar do outro lado percebi apenas algumas pessoas se movimentando para tirar fotos, dava pra ouvir o barulho dos clicks, as demais não pareciam acreditar no que acabara de ver. No meu último passo toquei a parede e fui aplaudido por todos que ali estavam, levei as mãos ao peito para sentir os batimentos acelerados pois a emoção era sem igual, naquele momento principalmente. Gritei alto para liberar a adrenalina, agradeci a todos e me preparei para repetir a travessia de volta, nas mesma condições de vento ou pior, ergui-me e caminhei novamente luntando para resistir ao vento, mas no meio da travessia de volta cair sobre a fita. Respirei e continuei o final da travessia sendo mais uma vez homenageado por todos ali com mais palmas e abraços pelos amigos.

Passei a vez pra galera que foram revezando entre a equipe até todos tentarem ficar pelo menos em pé em cima da fita, pois as condições não eram favoráveis e também era uma grande experiência para todos aquela primeira tentativa, principalmente com vento forte e altura impressionante.
Agradeço aos amigos: Paulo Augusto, irmãos Rodrigo e Henrique Bastos, Hélder Francisco e também aos irmãos Kim, Tata e Romarinho, o meu muito obrigado de coração por terem feito parte deste projeto. Tudo isso aconteceu porque acreditamos que era possível e nos tornamos uma equipe forte, mas mais do que isso, grandes amigos! Ao grande amigo Formiga que nos deu suporte no Abrigo Formigueiro Formiga, muito obrigado.
Aos outros parceiros que acreditaram na ideia e me ajudaram na realização deste projeto, a minha gratidão em especial por me apoiar ajundando a chegar até Lençóis, ir até as montanhas e voltar com segurança, fizemos histórias vivenciamos incríveis experiências através do Slackline e aqui mais uma vez estou compartilhando com todos esse resultado.

Acesse a página no Facebook, curta e compartilhe deste momento através das imagens: Fotos Album Highline na Fumaça-BA

Obrigado e até breve com mais detalhes das outras conquistas. Assista ao vídeo.



terça-feira, 24 de março de 2015

Slackline IIITemporada (Início)

Vou tentar descrever aqui como um relato em tempo real, pois cada vez que olho para estas imagens relembro com emoção tudo que vivi intensamente nos lugares mais irados que superaram minhas expectativas e me surpreenderam  ao ponto de me deixar sem palavras em alguns momentos, algumas descrições foram escritas à noite ou durante o tempo que passamos na estrada a bordo do motorhome nas altas estradas seguindo em busca dos melhores picos de Highline no Estados Unidos. Alguns momentos inspirados, outros nem tanto, mas ao menos procurei anotar o maximo que pude sobre essas experiências para compartilhar aqui com vocês e motivá-los a buscar e realizar seus desafios pessoais. 

Estados Unidos da América. Pegamos um voo com escala em Miami e seguimos para Denver no colorado. A partir de lá começamos essa missão....
Dessa vez vamos começar a trip num clima ainda mais empolgante, aprendemos muito com as experiências anteriores e com isso subimos alguns degraus nessa constante evolução da vida, e assim seguimos. Estamos entusiasmados com tudo que foi planejado e claro, têm as surpresas, que faremos delas os melhores momentos dessa trip. De fato planejamos uma estrutura que possamos dentro dela viver essa realidade do nosso sonho, mas tudo muda o tempo inteiro e é com essas mudanças que vamos ganhando mais experiências e encontrando o equilíbrio para viver e realizar cada missão do dia a dia.

Nosso primeiro destino chegando no EUA foi Denver, onde pegamos o Motohome e partimos para Moab em Utah, onde iriamos encontrar os nossos amigos Brian M e Scott Roggers que serão nossos guias e parceiros nesta missão de trinta dias viajando em busca dos mais incríveis picos de Highline nos Estados Unidos. Atravessamos o colorado numa viagem de quase um dia inteiro até chegar na casa do Brian onde ficamos três dias. No primeiro dia juntamente com o Scott fizemos um longline de 80m. Depois conhecemos a casa da árvore e assinamos no muro de visitas da casa dos monkeys. À tarde montamos um waterline no Rio Colorado e depois seguimos para conhecer o nosso primeiro pico de Highline em Utah, montamos duas linhas, mas ficou tarde e por isso andamos pouco, resolvemos deixar as linhas montadas para o dia seguinte. No segundo dia antes de repeti o rolé nos Highlines, na parte da manhã fomos conhecer um Slack Parque em Moab, os praticantes locais conseguiram se juntar e com o apoio do gestores da área de preservação eles criaram esse espaço incrível para todos praticarem o Slackline com  mais segurança e responsabilidade. Foi muito irado esta manhã de slack, conhecemos também a Valerie, uma amiga do Brian que estava aprendendo o Slackline e passeando com o seu cachorrinho. À tarde antes de ir para os Highlines ainda fomos num pico de Waterline numa Cachoerinha, a Left Hand, foi o meu primeiro tibum, mergulho, na água do rio que estava gelada, mas foi muito bom para amenizar o calor antes de ir para as linhas que estavam esticadas e mais expostas ao Sol. Finalizamos este dia com um rolé de Highline sensacional, esse pico de Highline foi a nossa primeira experiência em Moab. Potato Salad com as Linhas: Good Enough 14 metros Long e Barely Legal 18 metros Long.

Alguns desses lugares serão exibidos no próximo episódio. Então fechamos esse com uma super estreia. Confiram as fotos em breve na fanpage:  Atleta Gideão Melo

segunda-feira, 2 de março de 2015

Cantinho da Urca.

Foto: Arquivo Atleta Gideão Melo
Carnaval 2015, todo mundo buscando novas aventuras para desfrutar de novidades. E nós indiferente da bagunça nas ruas do rio partimos para a Urca curtir um pouco do Bloco dos Montanhista, só cume interessa! Ir na Urca e não dar um rolé na pedra seria quase viagem perdida se não bastasse a beleza, mas sempre buscamos algo novo em todos os lugares ou no mesmos lugares, assim botamos em pratica nossas ideias com a realização dos objetivos.
Recepcionando uns amigos franceses e um brother mexicano em casa, todos em busca de novidades no Rio, depois de curtir um incrível rolé nas linhas no Morro dos Cabritos foi oficialmente declarado o início do Carnaval no Rio, então sugeri como abertura o nosso tradicional Bloco na Urca e assim fomo todos. Cair na folia e depois completar o passeio na pedra. Há tempos que vinha observando um lugarzinho bem bacana Urca para esticar um fita para um rolé de Waterline etc. então a ideia foi perfeita. Antes mesmo do bloco sair, fomos para o outro bloco no canto direito da Praia Vermelha, o bloco de pedra. Rsrs
Foi mais uma vez só um rolé para observar e planejar melhor o que faríamos num outro dia. Voltamos para curtir a folia na praça e depois seguimos para outro bloco e um rolézinho de Slackline no Leme. Finalizamos bem o dia na companhia dos amigos, às noites cariocas preferíamos a curti uma caipirinha com churrasco em casa aproveitando a calmaria no Morro.
Foto: Istácio Vieira
No dia 10 de Fevereiro os amigos já estavam ansiosos para iniciar os projetos e assim seguiram para Urca, depois de umas três horas cheguei no pico seguindo pelo caminho dos pescadores me equilibrando já para não cair na água com a mochila pesada. Quando avistei o grupo eles já estavam finalizando duas linhas de Waterline, mas a maior infelizmente não foi concluída porque a fita de cento e vinte metros não deu o tamanho. Comecei a abrir a linha de high com a ajuda dos amigos, atravessamos a fita com cuidado pelas pedras e em assim concluímos a abertura de uma incrível linha de Highline com quarenta e cinco metros, e na paisagem de fundo uma das montanhas mais belas do Rio.
Foto: Gideão Melo
Esse cantinho antes era frequentado somente pelos pescadores que deixaram no local alguns vestígios que originou o nome da linha do highline de Conto dos Pescadores. Foi um dia magnífico com muito Sol nesse cantinho especial que nos proporcionou um momento inesquecível de encontro com os amigos que vieram da França, Pierre-jean, Laure Millot, Tristan, Tom, Hector Faleg, Luc e Marion e os amigos Diogo Barboza e Istácio Vieira. Aproveitando a maré baixa abri mais uma linha com uns dezoito metros de waterline usando o sistema de grampo móvel trabalhando a força na horizontal, da mesma forma que fiz em um dos lados do highline com auxílio de um ponto fixo natural, deu super certo! Fiz o mesmo na segunda linha de waterline de aproximadamente trinta metros para garantir a segurança. O local é incrível porém só é possível montar as linhas de waterline se a maré tiver baixa e mar calmo, todo cuidado é essencial para entrar e sair do mar pelas pedras, assim também como o acesso da praia Vermelha até o pico que não é considerado fácil.
Grande abraço a todos e divirtam-se com responsabilidade preservando o local.
Acesso e compartilhe mais fotos na pagína no Facebook Album - Cantinho da Urca

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Highline Face Oculta 55m.

Aos poucos o Morro dos Cabritos vai se tornando o local com maior número de Linhas de Highline na Zona Sul do Rio. Quem olha para esta montanha se surpreende de várias formas, uma é por achar que lá é apenas uma rocha redonda... Mas conhecendo de perto é possível ver as incríveis formações que possibilitaram a abertura de diversas linhas para a prática desta modalidade do Slackline aqui e muitas rotas de escalada também. Outra surpresa grande é o visual lá de cima, uma vista linda e encantadora.

E pra galera que curti um bom desafio. O Highline Face Oculta no Morro dos Cabritos é uma linha incrível, acessada somente por escalada. São duas vias distintas com graduação bem fácil para escalar, (III - 100m aprox.) Uma delas é a Via Caminho das Bromélias que abrir especialmente para chegar em um lado da Linha, a outra pelas infos da Escalada é a via Paredão Carioca. O acesso é pelo Parque da Catacumba, a primeira Via fica logo de frente, no extremo entre as faces Norte e Oeste, a segunda Via é a primeira do início da parede na face Norte seguindo pela Trilha Trans Carioca. Os pontos de ancoragens são fixos dos dois lados, com chapas simples e duplas da ‪‎Bonier‬ Equipamentos. O visual e o rolé é uma das recompensas.

Foram vários dias nessa missão em que puder estruturar mais essa bela opção de Highline na Zona, contei com a ajuda do meu amigo Istácio Vieira para levar os equipos, dar segurança para escalar e fazer as imagens que possibilitou esse pequeno registro. O visual é incrível, mas escolhemos ir nesses dias nublados por causa do calor. As imagens estão um pouco embaçadas mais a missão foi perfeita. Na parte da manhã tem um pouco de sombra, mas o sol logo aparece rachando o coco. Na época mais fria do ano é o ideal para esticar esta linha e ficar o dia todo, ou em dias nublados e sem chuva para quem gosta de arriscar, o importante é a segurança já que tem que escalar e descer de rapel pela. O Parque da Catacumba abre as 08:00 da manhã e fechar por volta das 18:00 no horário de verão. Às segundas-feiras geralmente o Parque fica fechado para manutenção.

Assista ao vídeo e visite a Fan Page para compartilhar as fotos desta bela linha de Highline com 55 metros de travessia.  Facebook Atleta Gideão Melo


Atleta: Gideão Melo

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Conquista no Dedo de Deus - Highline Impressão Digital

O Dedo de Deus é uma das mais lindas montanhas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, uma formação rochosa impressionante que se tornou o Símbolo do Montanhismo Brasileiro quando em 1912 teve sua primeira ascensão por cinco desbravadores, o ferreiro pernambucano José Teixeira Guimarães junto com os teresopolitanos Raul Carneiro, caçador local, e os irmãos Alexandre, Américo e Acácio de Oliveira. Eles alcançaram o cume de aproximadamente 1670 metros de altitude após a tentativa frustrada dos alpinistas alemães. A minha história nesta cidade começa 1999, quando aos 17 anos eu fui morar em Teresópolis, essa cidade serrana maravilhosa do Estado do Rio de Janeiro. Nesta época eu nem sabia o que era um mosquetão e nem sequer sonhava em escalar uma montanha, muito menos o Dedo Deus. Quando fui até o Mirante do Soberbo conhecer a tão famosa vista fiquei impressionado, e não imaginava que iria morar aos pés desta montanha por muitos anos. Aprendi a escalar e depois de alguns anos comecei a trabalhar com Alpinismo Industrial. Fui morar no Rio, mas minha paixão pela Serra nunca acabou. Conheci o Slackline que passei a praticar por hobby após meu primeiro contato com o Highline depois de uma escalada na Pedra da Gávea em 2008, passei a me dedicar e o Esporte também se tornou uma profissão. Como Montanhista e atleta de Slackline conquistei diversas Vias de Escalada e abri novas Linhas de Highline na Zona Sul do Rio.
Entre idas e vindas em Teresópolis, escalando pelas diversas montanhas da Serra dos Órgãos, passei a observar o quão propício era a região para esta modalidade do Slackline que pratico. Comecei a idealizar algumas linhas, mas devido às dificuldades e sem apoio o tempo foi passando e a ideia continuou como sonho, até que finalmente depois de tantos outros Highlines já abertos no Rio, vi que estava mais que na hora de dar esse passo pelo Esporte, pois abrir essa primeira Linha no Parque Nacional da Serra dos Órgãos seria um grande avanço para o Slackline no Brasil. Há mais de quatro anos consegui autorização, mas o projeto do Highline não foi iniciado, abri apenas duas linhas de Waterline no Parnaso, uma no Poço dois Irmãos e outra na Piscina Natural, ambas na sede Teresópolis.
De lá para cá mais tempo se passou, continuei abrindo novas linhas aqui pelo Rio até que recebi um convite pelo Parque para eu participar do Evento ATM 2014 de Teresópolis, percebi então que já era mais do que oportuno ter uma Linha de Highline aberto no PARNASO, já que lá encontramos as melhores caraterísticas para essa modalidade. Coloquei o projeto no “papel” e apresentei para a nova administração que prontamente aprovou a ideia sob o cumprimento de todas as normas de uso público análise final pelo chefe do setor, a fim de esclarecer que além da ética do montanhismo praticado na região os cuidados sobre segurança e mínimo impacto fossem devidamente pensados. Ufa! Que bom que o Esporte é redundante no aspecto segurança, mas, além disso, foi levado em conta todo meu histórico e experiência para esclarecer que a prática desta modalidade será feita com total responsabilidade dentro do padrão de segurança e conhecimento da escalada em rocha que é necessário para acessar os locais.
A data do Evento foi o dia 17 de Maio, subi a serra para realizar uma Oficina de Slackline e levei todo equipamento para a conquista também, mas além do tempo não ter colaborado para iniciarmos a conquista no dia seguinte, faltava ainda o ok de um dos administradores que não estava presente. O Evento foi um sucesso, e foi um prazer enorme rever os amigos e compartilhar um pouco do Slackline com a galera da montanha, mas quanto a andar de Highline na Serra me contentei em mais uma vez esperar. Aproveitei para convidar dois amigos de Teresópolis, o Alex Sandro Amorim e o Weber Fiorini que são montanhistas experientes para me ajudar na missão, e para registrar melhor essa empreitada convidei meu amigo fotógrafo Istácio Vieira que mora aqui no Rio.
Passados mais uns dias após receber o ok do Parque finalmente chegou o grande momento de fazer história. Acordamos cedo e as 05:00 horas da madrugada já estávamos com as mochilas pesadas nas costas seguindo para o ponto de ônibus. Teresópolis é logo ali e por volta das 07:00 horas já estávamos na serra, nos encontramos com o Weber Fiorini e seguimos em direção a montanha, a ideia era subirmos devagar enquanto o Alex nos alcançaria na subida. Mas quando ainda estávamos na estrada ele passou, foi estacionar, esperamos um pouco e logo ele se juntou a gente para fechar a equipe. A primeira parte da subida do Dedo de Deus é uma trilha íngreme e muito exigente. A segunda parte é Via Ferrata onde toda a segurança é necessária. Chegamos bem, dividimos melhor o peso da ferragem, material de conquista e tocamos pra cima. Neste acesso, a parte mais crítica e perigosa é depois da bifurcação, seguindo para a face leste. Este trecho requer muito mais atenção, pois os pontos de apoio nas cordas e cabos não são nenhum pouquinho confiáveis, além de ter um enorme abismo camuflado pela vegetação abaixo. Como eu estava acompanhado de dois montanhistas experientes, só me preocupei com a segurança do Istácio que estava subindo uma montanha por escalada pela segunda vez, fiz toda segurança dele indicando os pontos mais seguros para se apoiar e subir mais tranquilo.
Depois de mais algumas horas chegamos finalmente no cume do Polegar que é um dos lados do Highline e sem perder tempo comecei a procurar o melhor lugar para a instalação dos pontos de ancoragens. Na montanha, principalmente nesta, o tempo parece passar mais depressa, ficamos sempre fascinados com tanta beleza que não percebemos a hora a hora passar, mas estava tudo sob controle. Após algumas horas já estava com um lado pronto e segui para o outro que é no Dedo Indicador virando para Face Norte. Para chegar neste outro ponto é necessário escalar o início da Via Caminhos dos Deus e fazer um pequeno lance para a direita até alcançar as ancoragens do Highline, abaixo tem uma exposição de mais de 400 metros de parede, nada pode cair, nada pode dar errado e graças a deus deu tudo certo, instalei os pontos de ancoragens deste lado e iniciamos a montagem do Highline que alcançou os quarenta e cinco metros de distância sobre o vão da Face Norte. Estava tudo certo, mas na hora que terminamos de esticar o Highline começou a ventar muito forte! Mesmo assim subi na fita para experimentar a linha, mas foi impossível. Desci para esticar mais um pouco e foi só sair da fita que parou de ventar forte, finalizamos tudo e com uma calmaria impressionante após a ventania, num silêncio absoluto como se tudo ao meu redor estivesse parado para observar o que estava prestes a acontecer...
Sem qualquer ritual ou desculpa para justificar a adrenalina daquele momento, segui para o Highline e me encordei, chequei toda a minha segurança, me afastei um pouco da margem para evitar qualquer perigo no caso de uma queda não controlada, me posicionei sobre a fita e subi no Highline. A partir deste momento só ouvia os clicks da câmera fazendo o registro da travessia e minha própria respiração. Ao caminhar metade da fita tentava não dar importância ao abismo sob os meus pés, mas percebia a adrenalina aumentar, aos poucos fui controlando, sentindo pela respiração menos ofegante que o medo estava sob domínio, mas não podia me descuidar! Nos últimos passos e à medida que ia chegando perto do paredão do outro lado, apesar de saber que era mais fácil do que o trecho que já tinha caminhado, esses últimos passos pareciam está sendo os mais difíceis, mantive o pensamento positivo mais forte e caminhei até tocar a rocha com as mãos e descarregar o resto de adrenalina em um grito de comemoração. É sempre gratificante toda experiência na montanha, mas nada melhor que está bem acompanhado fazendo o que a gente gosta, e neste momento eu percebi isso mais ainda, nas palavras e no sorriso contente dos amigos que presenciaram este grande feito e ficaram felizes por mim, por juntos estarmos fazendo este primeiro momento da História do Highline no Dedo de Deus se tornar inesquecível. Essas experiências incríveis nos tornam eternamente gratos, obrigado pela ajuda de cada um e por acreditarem na ideia até o fim.
Meus sinceros agradecimentos a todos da administração do PARNASO por ter compreendido a importância que a abertura desta Linha representa para o Esporte no Brasil, apesar de ser uma realização com esforço pessoal e de poucos envolvidos, mas que somos pessoas que dão verdadeira importância para os benefícios desta pratica e a segurança com que deve ser realizada. Este Highline no Dedo de Deus, batizado pelo nome Impressão Digital é por tanto o marco inicial do Esporte na área do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, um feito histórico que para mim se torna mais um sonho realizado no dia 06-06-2014. Agradeço também aos meus apoiadores, Deuter Brasil, SOLO, Snake, EverlastBrasil, SlackBrasil e a Bonier Equipamentos de Segurança.
Geralmente não mencionamos o retorno para casa depois de concluir uma missão dessas na montanha, mas essa merece atenção, pois o acesso desta montanha é comprometedor. Após a travessia ida e volta no Highline começamos rapidamente desmontar tudo para sairmos o mais rápido possível da montanha e passar ainda com luz os trechos mais críticos do acesso. Minha preocupação era que todos voltassem bem, mas minha atenção mais uma vez ficou para realizar a descida do meu amigo menos experiente com total segurança. Descemos com toda atenção e segurança realizando rapel na parte mais crítica da trilha e no trecho final dos cabos de aço. Foram mais de quatorze horas de missão na montanha, mas tudo ocorreu bem, com total comprometimento e responsabilidade. Esse acesso crítico para a Face Leste é geralmente usado somente para subir, após a escalada até o cume o rapel é realizado pelo outro lado da montanha. É necessário muita experiência para realizar qualquer atividade nesta montanha, além disso, antes de acessar essas escaladas no complexo do Dedo de Deus também é necessário ir à portaria do Parque preencher um Termo de Responsabilidade e dar baixa na saída. O PARNASO também dispõe de uma lista de Guias Credenciados. Os pontos de ancoragens do Highline são fixos, sendo necessário buscar outros pontos de ancoragem natural para o backup, principalmente do lado do Polegar. Muito equilíbrio para todos, até a próxima.

A conquista deste Primeiro Highline no Dedo de Deus é destaque no Globo Carderno Serra - Highline no Dedo de Deus
 Mais sobre a Conquista do Dedo em 1912

Acessa fanpage Atleta Gideão Melo para ver mais fotos: Highline Impressão Digital - Dedo de Deus

"O PARNASO proporciona oportunidades para escaladas em todos os níveis, desde iniciantes até algumas das escaladas mais técnicas do Brasil, como as vias no bigwall da Pedra do Sino.
A atividade de escalada em rocha está intimamente relacionada à conservação dos recursos naturais, dessa forma o PARNASO apóia a prática da escalada esportiva de forma ambientalmente responsável. Antes de iniciar atividades de montanhismo é importante ler as  Regras de Uso Público do PARNASO (que possui normas específicas para escalada) e a Cartilha do Caminhante Consciente da Serra dos Órgãos. Verifique também se a área onde pretende escalar tem acesso permitido no Zoneamento do PARNASO."
Para mais informações acesse: PARNASO - Guia do Visitante

terça-feira, 27 de maio de 2014

O Segredo do Abismo

Você já teve alguma experiência ou oportunidade de encarar e controlar o seu medo? De repente a vida nos coloca diante de grandes desafios em que tudo depende da nossa coragem, do poder de decisão, mas isso não significa que você deixará de ter medo e sim assumir o controle das suas reações. Não é evitando os desafios ou o desconhecido como resposta. Eu já tive grandes momentos de medo, o que sempre me faz parar pra pensar e refletir sobre se o que eu estou fazendo é bom ou ruim pra mim, me questiona qual seria a resposta naquele momento para encontrar o ponto de equilíbrio quando estou diante de um abismo.

No esporte e na vida viver com coragem não é fugir do medo! Uma vez me perguntaram: o que é altura pra você? Eu respondi prontamente! _Respeito, eu tenho medo! E é isso que me mantém vivo, nós devemos ter sempre esse medo que é uma forma de respeito à segurança. Sem o medo a gente acaba sendo inconsequente! Então o medo se torna importante, ele está sempre presente e é o que gera adrenalina. Se não gerasse adrenalina seria algo desinteressante e no Highline e na Escalada pra mim é assim, o medo está sempre presente, vai sempre existir e deve ser sempre respeitado!

Eu recentemente fiz uma escalada no Corcovado com meu amigo Istácio Vieira onde vivi mais uma grande experiência desta em que, ao mesmo tempo em que demonstrei coragem, dada a minha experiência na escalada e em ambientes em altura, tive que revelar o medo para mostrar ao meu parceiro que na montanha deve haver sempre um meio termo, para que assim a gente possa planejar as nossas ações e controlar as reações para manter o equilíbrio e se mover com segurança. Meu amigo é um jovem fotografo de 18 anos e nunca tinha escalado uma montanha, porém já havia tido algumas experiências de escalar pequenas paredes e manusear os equipamentos básicos para a segurança, mas sem autonomia, o que requer sempre um olhar atento a todo o momento para que ele não deixasse de ficar preso em algum ponto.

Apesar da escalada por si só já ser um grande desafio, a contar pelo acesso até chegar a parte alta da montanha para escalar essa Via(rota) clássica no Rio de Janeiro chamada K2, o meu objetivo era ainda mais audacioso do que levar um escalador com pouca experiência para escalar essa montanha até o seu final e poder sair no Cristo Redentor, mas como sou guia e instrutor de escalada, toda essa parte para mim seria apenas mais uma aula, um treinamento e o privilégio, claro! De está novamente escalando esta montanha sagrada, com total comprometimento de quem a deseja escalar, como fazemos todas as vezes em que tiramos o pé do chão para alcançar um cume especial como este. Há muitos anos escalo esta montanha e pelo menos há seis anos desde que comecei a praticar Highline eu tinha vontade de abrir uma Linha entre o vão que se forma antes da ultima parte desse paredão nessa escalada. E foi a busca por mais esta realização que me levou a viver mais esta grande experiência.

Em todo esse tempo eu planejei ir vária vezes, mas acabei não indo! Por se tratar de uma escalada não muito fácil para subir com todo material pesado de conquista e por ter o acesso à base da parede um tanto longe, acabava não conseguindo apoio para ir de carro e assim adiava, cheguei a convidar vários outros amigos mais experientes para escalar comigo, mas de nenhuma forma foi possível até num determinado momento em que percebi que o que faltava mesmo era dar o primeiro passo, pois atitude, experiência e disposição eu já tinha. Então convidei de um dia para o outro o meu amigo fotografo Istácio Vieira que seria meu parceiro nessa missão e o conhecimento dele seria essencial para fazer o registro dessa primeira travessia no Highline.

Na mesma tarde em que planejamos a missão conseguimos um apoio de carro do nosso amigo Elias Maio, o qual seremos sempre grato pela grande ajuda em nos levar de carro até o estacionamento das Paineiras, o que facilitou o nosso acesso a trilha que leva para as escaladas na parte alta, se não teríamos que caminhar por pelo menos umas três horas só de ida. E assim partimos para esta missão, na mochila apenas o mínimo necessário, mesmo assim a mochila foi extremamente pesada então tive que arrastá-la parede acima. Escalamos por durante quatro horas até chegar na penúltima parte da parede que culmina no mesmo ponto da outra Via chamada Macaco Prego do outro lado do vão. Instalei os pontos de ancoragens, preparei todo esse primeiro lado e continuamos a escalada para acessar o lado oposto. Como estávamos somente com o mínimo de equipamento, deixei a corda principal para o backup da Linha e tivemos que escalar o restante da Via com apenas 20 metros de corda, o que não foi possível para acessar o outro lado através de rapel, então para não perder a viagem tive que desescalar o ultimo trecho após descer meu parceiro com segurança usando a corda.

Instalei os pontos de ancoragens desse outro lado e depois de mais algumas horas recolhi a cordinha que tinha lançado, puxei a fita, equalizei todos os pontos, tencionei o Highline sozinho enquanto meu amigo se encarregava de registrar tudo, e finalmente pisei na fita para experimentar mais uma vez essa sensação do desconhecido. A linha de aproximadamente trinta metros sobre uma exposição de mais de quatrocentos metros de altura bem embaixo dos meus pés, estávamos próximo ao topo do Corcovado que se sobressai no meio da Zona Sul com seus setecentos e dez metros de altitude. Nesta hora, por um breve instante hesitei se eu realmente precisava fazer aquilo? Aí me veio na cabeça toda a experiência que acabara de ter, que trouxe meu amigo e eu até o final dessa escalada, realizando o sonho dele de escalar o Corcovado pela primeira vez, tudo aquilo, por mais que já tivesse realizado o sonho de outros montanhistas escalando essa mesma Via várias outras vezes, essa era uma experiência nova, um aprendizado diferente. Lembrei que durante a escalada eu o ajudava o tempo todo a manter o foco na escalada, ensinando-o a desvendar o segredo do abismo, de se concentrar para manter o equilíbrio e assim consegui se movimentar! A resposta para estes momentos, que somente assim conseguimos experimentar o novo, e fui rapidamente controlando o medo. Certamente essa dúvida foi só por alguns segundos, pois logo percebi que tinha feito tudo certo, e não teria o menor problema se não conseguisse atravessar a fita naquele momento, a conquista da Linha estava terminada, todo o trabalho tinha terminado e poderia voltar outro dia para ter o privilégio de encarar novamente o desafio e atravessar o Highline, se fosse o caso. Mas após passar esses segundos de hesitação, dei o ok para o Istácio fazer o registro da travessia que eu iria andar. Estava sentado na fita sobre o vazio, levantei e suavemente caminhei, no meio as pernas sempre tremem um pouco, cheguei a pensar novamente que não conseguiria naquele momento, mas me concentrei e andei até o fim, comemorei um pouco a travessia do outro lado, dando uns gritos para liberar a adrenalina, pisei na fita novamente e atravessei de volta sem cair uma só vez. Como dizem: de primeira! O tempo todo eu acreditei que era possível, sempre controlando a adrenalina que se manifesta através do medo, tremedeira nas pernas e coração acelerado, reflexos de pensamentos que por pequenos instantes nos questionam parar ou continuar. Assim eu descobrir mais uma vez que tudo depende de nós mesmo. Se você está diante do seu desafio é porque você teve capacidade de chegar até ali, claro! Mas continuar é uma opção, a melhor escolha, pois o primeiro passo é sempre o mais importante e é acreditando e controlando os nossos medos que tudo dar certo. A resposta que precisava estava em mim. O medo pra mim não é mais uma sensação que me aprisiona, o medo sob controle me faz querer ir além. Me surpreende com o novo a cada passo no desconhecido e aguça ainda mais meus pensamentos, é através do medo que eu experimento a dose mais forte da adrenalina, o que é bom só por um momento! Não é com muita coragem e nem sem, não é papo de otimismo, o controle do medo é o segredo do abismo. E assim mais uma linha incrível de Highline na Zona Sul foi conquistada, e por essa experiência maravilhosa que tive a batizei de O Segredo do Abismo.

Agradeço pela visita, acesse e curta a Fanpage para acompanhar as fotos desse magnífico Highline: Atleta Gideão Melo
Até a próxima!

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Slackline em Igatu Ba - 13º EENE-2014

Este ano o maior evento de escalada do nordeste teve sede em Igatu que já é um destino dos escaladores de todo Brasil e é considerado o paraíso da Escalada Esportiva e Boulders na Chapada Diamantina. Mas engam-se quem pensa que é somente essa característica que torna a pequena vila de Igatu um destino tão procurado e indispensável no roteiro de quem vai para essa região em busca de lazer e aventura no Estado da Bahia.
Além das mais de 180 opções de escaladas e diversos boulders espalhado por todos os cantos, agora eu apresento para vocês as diversas linhas de Highlines e opções de Waterlines nos mais variados setores bem próximos a vila que foram uma atração à parte no evento deste ano no qual eu fui convidado a participar promovendo uma Oficina de Slackline para compartilhar um pouco mais do Esporte com os moradores locais e participantes do Encontro de Escaladores do Nordeste.
No primeiro dia do Evento que aconteceu nos dias 18-19-20 e21 Abril de 2014, a tão esperada Semana Santa. No setor da Igrejinha esticamos uma linha para os iniciantes e dois Longlines médios para o treino específico de Highline e Waterline. A galera de Vitória da Conquista marcou presença representando o grupo Macacos do Borel Slackline. Foi interessante a experiência com a garotada local que arriscaram os primeiros passos na linha bamba na parte da manhã e a tarde a diversão continuou no Poço da Madalena com o clássico Waterline, uma linha de 23 metros sobre a água escura parecia deixar o desafio para manter o equilíbrio mais tenso. Mas o fato é que ninguém queria resistir o mergulho nessa água cor de coca-cola incrivelmente refrescante.
No setor de Escalada Labirinto foram abertas duas pequenas e belas linhas de Highline, a linha Xique-Xique de 18 metros aproximadamente fica logo na entrada do Setor do lado direito da Via Beabá. Esta linha foi aberta usando apenas pontos de ancoragem natural de ambos os lados, são escolhas destes pontos são especificamente técnicas e o motivo da abertura deste Highline foi pela fotografia incrível no final de tarde e a linha ficou realmente xique.
A segunda linha foi uma especial para o Treinamento de Highline pela Oficina de Slackline no Evento, para isso foi necessário usar os pontos de parada dupla das vias Beabá e Rosinha, a linha de 15 metros ficou batizada como Labirintite. Os dois fatores técnicos que envolveram a aberturas destas duas linhas foram exemplos usados na didática nestes dias de Treinamento de Highline e Waterline usando os critérios Segurança e Mínimo Impacto através das escolhas de Pontos Fixos e Ancoragem Natural. Tive a oportunidade de discutir sobre a abertura de novos Highlines especialmente com o diretor de planejamento do Parque Nacional da Chapada Diamantina que estava presente no Evento.
Durante o dia foram várias as atividades realizadas nos mais diversos setores com as palestras que também estavam na programação pelos convidados Ronaldo Franzen (Nativo), experiente montanhista que falou sobre os diversos tipos de ancoragens para abertura de Vias e em outra demonstração de auto resgate falou sobre Socorro na Montanha. Fernando Munnareto palestrou sobre Astronomia e Observação do Céu. A Janine Cardoso falou sobre a preparação feminina voltada para performance na Escalada Esportiva e Rafael Nishimura palestrou sobre suas experiências – Escalada para Todos. À noite o povo se reuniu para divulgação dos resultados nos desafios e sorteios de brindes e ainda teve show com a banda Trilheiros, atração cultural.
No poço do Piaba que fica próximo ao acesso do tradicional Setor de Escalada da Rosinha abrimos mais uma linha de Waterline com 23 metros aproximadamente sobre escuro lago e foi mais um desafio que garantiu a diversão da galera. Já no final do dia conseguir visualizar uma incrível linha de Highline com pontos de ancoragem natural dos dois lados, uma nova escolha bem criteriosa e técnica possibilitou mais um Highline em Igatu, a linha de aproximadamente 35 metros foi batizada de Carta na Manga. E no tão falado Setor Califórnia que realmente me surpreendeu com um cenário magnífico e uma cachoeira quase secreta escondida entre as rochas, depois de muito pensar e procurar opção resolvi abrir mais uma linha de Highline saindo da parada dupla no final da Via Aqui Tem com backup na Via Tem mas não tá Tendo para o canto direito do Canion em cima da cachoeira. Essa linha de 23 metros ficou batizada como Abelhas Ocultas. Depois do rolé nada melhor que um mergulho em baixo desta cachoeira fabulosa, uma queda d`água que revigora o corpo e a alma só com energia boa que parece emanar deste santuário natural.
Por esses dias incríveis eu agradeço especialmente aos organizadores do Evento este ano: Rafael e Vanessa do Igatu Escalada Trekking por ter me convidado e garantido minha hospedagem e deslocamento ida e volta para Igatu. Tive a honra de aprimorar minha experiência técnica na Escalada com Ronaldo Franzen Nativo. Fiz novos amigos e especialmente também agradeço a todos pela companha e participação na Oficina de Slackline, Caiuá e Deusdato (Guga) Guias da Chapada e praticantes de Slackline Tradicional, Guilherme Alencar, Gabriel e Clara Flores, muito obrigado pela participação, companhia e ajuda. Esta experiência será inesquecível graças a vocês. Também agradeço aos suportes que me permitiram realizar essa trip: Deuter mochilas, SOLO Vestuário, Relógios Everlast Brasil e SNAKE Calçados. Foram muitas pedras trilhadas em Igatu durante esses dias do Evento registrando esses maravilhosos cenários, realizações que ficam pra história do Slackline e que só é possível com o apoio de amigos e Marcas parceiras que acreditam no legado desta estrutura que fica principalmente para o Esporte no Brasil a cada viagem dessas, e todos ganham compartilhando desta experiência magnífica. Obrigado e até breve!

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Cala Varques - Praia de Nudismo em Palma de Mallorca- Ep.14

Depois de quase 30 dias viajando de motorhome pela Europa, no dia seguinte após a incrível experiência da missão em Margalef amanhecemos em um camping onde arrumamos nossas bagagens. Uma bela amanhã anunciava o fim dessa trip pela as estradas. O objetivo agora era conhecer a famosa Ilha de Palma de Mallorca no Mar Mediterâneo na Espanha.
Arrumamos as bagagens e seguimos para hostel em Barcelona, nossa base para os últimos dias nessa missão incrível. Guardamos os excessos e seguimos para o aeroporto enquanto o Paul entregava os dois motorhomes que usamos. Nos encontramos no final de tarde e voamos para Palma de Mallorca, pouso foi tenso devido a fortes turbulências, mas deu tudo certo! Desembarcamos tranquilos, alugamos dois carros um para equipe e outro para nós, o Paul assumiu o comando e seguimos para o Hotel Cala Pi.
No dia seguinte acordei com um sol incrível dourando o amanhecer, levamos e tomamos um café de rei, pois o dia seria longo. Pegamos um mapa da região para facilitar o acesso, pois a Ilha é extensa e tínhamos que percorre muitas estradas até chegar nos picos com maior potencial e os já existentes que a galera local pratica Slackline. Contatamos dois amigos locais que nos acompanhariam nessa missão, o Luiz e o Louis Carbonele. Nesse primeiro dia eles não puderam ir com a gente, mas indicaram um pico de Waterline. Pegamos o carro e fomos verificar, mas chegando lá o mar estava agitado e a linha que pretendíamos conhecer não esta em condições, estava com os pontos quase submersos. Mas isso não foi um problema, aproveitamos para abrir uma outra linha de Waterline no local, uma discreta opção que transforou daquele dia que parecia perdido num dos dias mais incríveis que passamos em Palma. Foi o entardecer mais lindo que já tínhamos visto e inimaginável. A linha de aproximadamente vinte metros sobre o canal esquerdo da praia em Calo d’em Monjo foi batizada de Mallocada.
O dia seguinte encontramos os amigos, tomamos um e partimos para a próxima missão. Nestes dois episódios extras do Slackline, a montagem do programa não segue a ordem cronológica dos acontecimentos em que fechamos essa SlackTrip, então para organizar as fotos no álbum compartilhado com os amigos passo falar sobre o terceiro dia na Ilha. Neste dia encontramos os amigos na estação de trem e seguimos para Cale Varques onde galera pratica Trickline. Ao chegarmos na entrada da trilha que leva até praia, descobrimos que se tratava de uma praia de nudismo...Foi uma situação inusitada, mas o local não tem regras e ficamos à vontade.
A geografia do lugar é composta de rochedos e uma exclusiva faixa de areia que forma a praia principal, é maravilhosa! E nas rochas à beira mar é comum a pratica de escalada conhecida como psicobloc, bem conhecida na região que por sinal tem em cartão postal a maior referência desta modalidade que fica no Arco de Es Pontàs, a King Line. Tudo isso e mais a beleza e o sossego do lugar torna o local uma preferência para os naturalistas e turistas de todos lugares do mundo, e é realmente um paraíso.
Enquanto a galera pratica Trickline na areia eu sair para explorar as possibilidades, conheci uma galera que estavam bem à vontade escalando as vias de psicobloc e resolvi abri uma linha nova de Waterline de uma margem a outra do canal, essa linha 30 metros foi batizada de Naturalistas. Queria aproveitar cada minuto desse dia e foi realmente maravilhoso, o rolé foi incrível! Um pouco mais à frente tinha um arco que propiciou mais uma conquista sensacional. Para abrir essa nova linha que foi batizada de Boulderline eu tiver que escalar fazendo uma travessia de Boulder até chegar no ponto de ancoragem visualizado e essa experiência foi realmente inesquecível. Posso dizer que os dias que passei no paraíso eu realmente aproveitei cada minuto, e foi realmente o ultimo dia que passamos na Ilha. À noite voamos de volta para Barcelona.
Na próxima postagem falando sobre o encerramento dessa SlackTrip pela Europa eu vou descrever sobre o Highline no Es Pontàs, o Arco mais famoso da Mallorca que se tornou uma referência mundial para os escaladores com a abertura de uma via de psicobloc. Acompanhe as fotos no facebook Palma de Mallorca Ep.14 Fotos, até breve! Assita o Trailer do Ep.14 Mallorca

Margalef Espanha Ep13

Saímos de Sierra de Guara destinados a conhecer um incrível pico de Highline em Margalef que é considerada o paraíso da escalada esportiva na região. Na estrada, à noite, resgatamos o nosso parceiro nessa missão, um alemão conhecido como Christian Kr, um cara meio enigmático que nos propôs uma experiência ousada num Highline de 65 metros.
Depois de deixamos o pico do Highline com a galera no festival de Highlines em Sierra de Guara pegamos a estrada com o objetivo de encontrar duas pessoas que seriam nossos parceiros na próxima missão, mas ouve alguns contratempos pelo simples motivo de que um dos integrantes da outra equipe no motor-home resolveu procurar um McDonad como opção para jantarmos, mas o mais inacreditável foi que ele colocou no GPS o maldito indereço e tivemos que desviar a rota da auto-estrada por uns cinco quilômetros... Enquanto isso os parceiros nos esperavam na estrada para seguirmos viagem. Cansado de esperar um dos caras estava com a namorada no carro e era o motorista que estava com Christian no carro de dois lugares apenas, ele resolveu desistir da missão e abandonou o Christina na estrada, depois de algumas horas retornamos para auto-estrada para resgatar o nosso parceiro. Para completa o jantar tive que cozinhar um arroz dentro do motor-home em movimento a mais de 80 quilômetros por hora... Mas foi a salvação tanto nossa depois de um dia inteiro de rolé nos Highlines quanto do Christian que também não tinha jantado.
No dia seguinte o arroz do jantar serviu para completar o café da manhã e ainda rendeu para o almoço misturado com pão e enlatados. A experiência nessa missão foi tudo muito frenética. Depois de procurarmos o pico do Highline por algumas horas, pegamos algumas estradas erradas até que chegamos no lugar. O point visto de baixo não parecia muito interessante, então resolvemos seguir em busca de um Waterline que havia sobre um rio bem próximo dali. Chegando lá constatamos que se tratava de uma represa e além do nível da água estar baixa e não ter bons pontos de ancoragens ainda tinha aviso de segurança com proibição.
 Resolvemos então voltar ao pico do Highline novamente, nisso o dia já estava passando, comemos qualquer coisa que tinha sobrado do café da manhã, arrumamos os equipos e partimos para o local do Highline, não era muito distante e ainda havendo dúvidas resolver ir na frente para checar as linhas do Highline, o Christian seguiu por um caminho e por outro. Chegando lá no topo da montanha fiquei surpreso gritei para galera dando um ok e desci para encontrar com o restante da equipe e buscar minha mochila com o material. Começamos a montagem do Highline grande e para nossa surpresa novamente, descobrimos que a corda de 60 metros do Gabriel realmente não tinha 60, emendamos com uma outra para fazer o backup, já era final de tarde quando finalmente o grande Highline ficou pronto e o desafio do Christian de andar numa linha bem solta e pesada era nítido, o que para gente não ia render muito até porque não teríamos muito tempo até anoitecer.
Rapidamente tive a ideia de montar o outro Highline, uma linha menor de aproximadamente vinte metros entre os blocos um pouco mais acima. Comecei essa missão sozinho enquanto o Gabriel desceu para buscar mais equipamentos, conclui que sozinho seria mais rápido por que questão de segurança no acesso para esta pequena linha e finalizei a tempo de dar um incrível rolé, revezei a vez com o Gabriel enquanto o Christian parecia flutua demostrando toda leveza ao andar no Highline grande um pouco mais abaixo.
Para todos nós essa experiência deste dia ficou como uma lição, enquanto houver luz acredite, se você está numa missão confie, com determinação até o final do dia tudo vai dar certo. O Christian não desistiu, nós acreditamos e fomos surpreendido com o resultado. No final depois de dar um show de equilíbrio na linha bamba o Christian deu uma entrevista deitado no Highline, foi a mais inusitada sonora já gravada pela equipe. Depois ele ainda andou no Highline menor para da um confere, desmontamos tudo à noite e descemos para jantar mais dignamente...
Nesta segunda temporada o Programa Slackline não termina neste episódio 13, tem mais dois episódios extras que mostram nossa avcntura em Palma de Mallorca e Barcelona, acompanhe nas fotos pelo facebook e fique ligado no Canal Off. Trailer Ep.13 Margalef