O blog Base dos Cabritos tem como objetivo compartilhar minhas vivências e experiências através do Slackline Tradicional e a Escalada em Rocha com as pessoas que buscam praticar estas modalidades esportivas com segurança a fim de obter e promover uma melhor qualidade de vida. Divulgar informações sobre as conquistas de novas Linhas de Highline e Vias de Escaladas realizadas por mim, dicas de viagens e um pouco sobre a História do Slackline e minhas realizações com o Esporte no Brasil.
O Morro do Pai Inácio é palco de grandes realizações e histórias, cada uma mais incrível e impressionante que a outra. E agora com mais uma que parece inacreditável... Esta paisagem pra nós também não é mais a mesma, tornou-se mais magnífica ainda com a abertura do primeiro Highline na montanha e a impressionante vista da linha sobre o vale. Como a famosa lenda do Morro que é contada pelos guias quando uma nova pessoa acessa o topo desta montanha, vou contar pra vocês aqui então a minha própria história, que foi realmente vivenciada neste lugar. Uma das minhas maiores experiência na minha primeira visita à Chapada Diamantina com o Slackline foi quando subir o Morro do Pai Inácio com os amigos e estiquei uma fita lá no topo para dar um rolé de slackline num final de tarde, isso aconteceu no início de 2010.
Essa primeira experiência foi incrível e fiquei desde então imaginando como seria mais magnífico ainda se fosse uma travessia de Highline. Aproveitei a oportunidade para observar uma linha e vi que as possibilidades eram grandes assim como o desafio a encarar. De lá pra cá muitos atletas passaram pela região mas ninguém realizou esse projeto, permanecendo apenas as lendas.
Após cinco anos retornei a Lençóis para viver novos desafios e realizar meus objetivos, pegar a estrada de carona com os novos amigos e fazer o percurso da ChapadaSlackTrip entre um ponto e outro, nos dois extremos da Chapada Diamantina, do Capão ao Campo Redondo em Ibicoara.
Com essa minha nova visita a Lençóis agora finalmente podia me imaginar fazendo parte daquela paisagem, me equilibrando sobre uma fita entre os paredões, um desejo pessoal, mas que ao mesmo tempo o tal feito se tornaria um marco importante para o Slackline no Brasil.
Depois da realização do primeiro Highline na Cachoeira da Fumaça os nossos planos e dedicação se voltaram para o objetivo de realizar mais uma conquista impressionante, desta vez, claro! Era a vez do Pai Inácio.
O primeiro dia foi de planejamento e logística, fizemos um almoço no Abrigo Formigueiro Formiga,reunimos a equipe, separamos o que seria necessário para uma missão de dois dias e nos preparamos para um possível bivaque próximo à montanha já que não seria possível e nem aconselhado dormir no topo do Morro devido a incidência de raios e rajadas de vento caso o tempo mudasse. Saímos de Lençóis rumo a montanha, uma parte da equipe foi na frente e como todos éramos guias fomos isentados da taxa de visitação, quando chegamos na portaria nosso acesso já estava liberado graças a boa comunicação e respeito que tem os guias nestes acessos. Subimos no finalzinho do dia para checar os pontos de ancoragens, trabalhamos na instalação de um dos lados deixando o acesso mais difícil para dia seguinte. Descemos já anoitecendo e fomos para o Posto de gasolina que fica próximo, lá trocamos uma ideia com o proprietário que permitiu que passássemos a noite acampados num pequeno quiosque ao lado, compramos mais alguns acompanhamentos no restaurante para incrementar o rango, jantamos e depois que o estabelecimento fechou tentamos dormir. Acordamos no meio da noite sobre o som de umas gargalhadas e um uma prosa alta do vigia e seus amigos, o papo entrou pela madrugada e não conseguimos dormir mais. Levantamos cedo, tomamos um café e partimos para a missão no Morro do Pai Inácio.
Para alcançar o outro lado fizemos um rapel e atravessamos com cuidado colo da montanha, meu amigo Paulinho e eu escalamos a parede do Inácio Filho na parte mais curta do lado direito e seguimos por uma longa travessia horizontal para a esquerda até chegar no outro ponto da linha. Enquanto isso a galera dava suporte na passagem dos equipamentos. Preparamos tudo e atravessamos de tirolesa pela fita para o outro lado, terminamos de tensionar a fita após horas de trabalho e já estávamos exaustos. Deixamos então o rolé mais para o final do dia. Parte da equipe desceu pra agilizar um rango forte para segurar a onda, almoçamos umas quentinhas e finalmente com a energia reposta começamos a parte mais importante do projeto que era a diversão, mas linha se mostrou imponente e desafiadora, dei vários roles pra alegria dos turistas que torciam e aplaudiam admirados, mas à travessia total dos sessenta metros de linha não foi possível devido ao desgaste físico de todo o trabalho e também pelo fato de termos usado uma corda de backup que ficou muito pesado aumentando a dificuldade do equilíbrio. A pesar disso cada passo na fita valeu a todo esforço, a galera não estava acostumado andar nessas condições também e tiveram uma incrível experiência, além do prazer de tentar e fazer parte de mais essa realização que se torna um marco importante para o Esporte na região.
Para mim foi mais um sonho realizado e com certeza a história de que uma pessoa andou sobre uma pequena fita de uma montanha para outra, por mais que pareça inacreditável, não será apenas uma lenda.
Mais uma vez agradeço aos amigos: Paulo Augusto, irmãos Rodrigo e Henrique Bastos, Hélder Francisco e também aos irmãos Kim, Tata e Romarinho. Muito obrigado a todos, principalmente aos apoiadores: Abrigo Formigueiro Formiga, Família Extremo, Abrigo FX, a Deuter Brasil, a Bonier Equipamentos e a SOLO Vestuário por garantir minha viagem para realização deste sonho, foi uma experiência inesquecível com muita troca de conhecimento com essa galera bacana que estão sempre realizando os sonhos de outras pessoas guiando nos melhores picos quem visita a Chapada Diamantina.
Até a próxima amigos, as fotos já estão sendo compartilhadas na fanpage, acesse e curta: Album Highline Pai Inácio
Finalmente chegou o grande momento! Nada melhor que voltar à Chapada Diamantina e desta vez bem preparado, com a intensão de abrir os mais lindos e impressionantes highlines nos lugares mais tops da região. Pra isso acontecer eu precisava de pessoas que acreditassem no Esporte pra me dar um suporte na realização desta missão. O objetivo principal era abrir uma Linha de Highline na Cachoeira da Fumaça que é um dos monumentos naturais mais importante e imponentes do Brasil, este ícone é conhecido mundialmente por todos aventureiros do mundo, pois está no coração da Chapada Diamantina, uma das áreas mais convidativas a passeios, aventuras e atividades esportivas integrado à natureza da Bahia.
Através do Slackline conheci o Paulo Augusto (Paulinho de Ibicoara), um montanhista experiente que se identificou com o Highline que é a modalidade mais radical do Esporte, ele começou a desenvolver a prática na sua região e logo surgiu a ideia de me convidar para realizamos alguns projetos pra ajudar a galera local que curte também o Slackline, mas não te em acesso a essa modalidade que é também a mais encantadora e integra eles ao ambiente de montanha propiciando junto mais uma forma de trabalho como Guias.
Esse convite era tudo que eu precisava e vindo de um cara tão bacana como ele que se tornou meu amigo antes mesmo de nos conhecermos pessoalmente, e também por ser um montanhista eu sabia que poderíamos fazer um trabalho incrível e através dele conseguir reunir mais parceiros para dar uma força nos próximos grandes desafios. A Base do Paulinho é em Ibicoara, um dos pontos da Chapada que poderia nos propiciar grandes conquistas também, mas falando do meu objetivo principal teríamos que contar com a galera de Lençóis, logo recebi a boa notícia que poderíamos contar com o nosso amigo Formiga, Eduardo Nasa, que nos ofereceu suporte com o abrigo no Formigueiro Formiga, isso me motivou mais ainda pois conseguimos agilizar uma encomenda especial da Bonier Equipamentos que foi entregue no Abrigo em Lençóis para estruturação das linhas, um primeiro passo dado pois com essas chapas já dava a certeza deixar um grande legado para toda comunidade local e pro Esporte com a abertura das principais linhas de Highline na Região.
Recém retornado de uma das trips mais importantes da minha vida com o Slackline gravando para o Canal OFF no pico mais histórico do Esporte em Yosemite onde tudo teve início, daí logo começamos a planejar e agilizar os nossos projetos, quando finalmente consegui as passagens áreas pra Bahia definimos a data para o dia 12 de Março de 2015. Com uma parceria de apoio com a SOLO consegui as passagens aéreas até Lençóis e de quebra umas roupas da coleção 2015 pra segurar a onda nas missões, e como todo atleta de montanha precisa estar bem equipado, mais uma vez contei com as minhas velhas mochilas e apoio da DEUTER Brasil, esse suporte foi essencial para garantir os meus dias em Lençóis e na montanha, saco de dormir bom com o mínimo volume possível, pois não cabia mais nada nas mochilas que já estavam no excesso de peso com todo equipamento de Highline e conquista, detalhes para o mini fogareiro Jupiter da Náutica que coube certinho na bagagem.
Tudo certo então partir pra Lençóis, saindo do Rio as 9 da manhã e as 15h da tarde já estava desembarcando em Lençóis onde encontrei logo toda a equipe que estava vindo de Ibicoara, fui recepcionado pelos amigos que só então falávamos pela internet, conheci o Henrique Bastos, parceirão também que ia fazer os registros dá missão, irmão de um amigo havia conhecido Encontro de Escaladores do Nordeste que foi sediado em Igatu em 2014.
Para aproveitar o dia e a nossa visita em Lençóis, depois de passar no Abrigo do Formigueiro e ter a triste notícia que o nosso amigo Formiga que tinha viajado não iria chegar a tempo do início da nossa primeira missão aí fomos da um alô pra galera na cidadezinha. Encontramos com o Henrique Gironha e combinamos de fazer um macarrão pra galera. Relax antes do dia decisivo do projeto, organizamos tudo deixando alguns detalhes da nossa alimentação na montanha para o dia seguinte.
Sexta-feira 13 com toda positividade partimos para a Vila do Capão, mas antes paramos num vilarejo próximo pra aguardar o Rodrigo Bastos, mais um brother pra missão fechando a equipe em 08 pessoas, fizemos as últimas compras na cidadezinha próxima chamada Palmeiras e depois partimos para a Vila do Capão onde se inicia a trilha principal da Fumaça, esse acesso é o único ponto de controle do Parque, demos entrada para pernoitar e talvez seguir até parte baixa da Fumaça. Iniciamos a trilha num ritmo bom, às 14:15 e em uma hora e quinze minutos estávamos finalmente no topo da Cachoeira. Sensação maravilhosa de poder conhecer este lugar maravilhoso e em algumas horas a mais já estaria vendo tudo isso de pontos nunca antes explorado, pois além de toda essa emoção que o lugar oferece, o meu objetivo era caminhar por cima da Cachoeira, abrir uma linha histórica de Highline neste lugar mágico que têm uma altura impressionante. Ao chegar próximo ao penhasco foi-se revelando uma beleza esplendorosa e expondo o grande desafio que teríamos pela frente. Por volta das 16:30hr começamos os trabalhos, seguimos pela noite até as 21:30 finalizando a montagem deixando tudo pronto para o grande dia de rolé. Pegamos as mochilas e seguimos rio à cima para um bivaque nas margens da cachoeira, um lugarzinho perfeito porém selvagem, à noite a circulação de animais de hábitos noturnos é intensa, mas talvez estávamos todos exaustos e dormimos tranquilamente sem perceber nenhuma presença a mais que a visita de um enorme escorpião durante o jantar.
Na manhã do dia seguinte não foi surpresa a forte neblina, até imaginávamos dar um rolé nas nuvens, mas a umidade estava alta ainda mais com o vento forte soprando uma fumaça branca que parecia quase uma chuva, porém de baixo para cima. Depois de acordar e dar uma verificada na fita retornamos para o Ranchinho Triplex onde passamos a noite. Tomamos um café reforçado preparado pela equipe que esperavam ansiosos por experimentar também a sensação de pisar num Highline grandioso e imponente como este.
As condições não foram as melhores até por volta de quase meio dia. Ficamos todos aguardando uma trégua do vento forte, a paisagem abriu entre algumas nuvens, mas o vento continuou. Decidi mesmo assim tentar, a fita chacoalhava muito oferecendo poucas chances de equilíbrio, fiquei sobre a fita durante quase uma hora tomando chuva no rosto até que em um pequeno instante consegui levantar me equilibrando no vento forte soprado do abismo, de vez em quando percebia a fumaça branca se formar da queda d'água com bastante gotas que chegavam a molhar o meu rosto. Haviam muitas pessoas de prontidão aguardando ansiosos e curiosos por aquele momento, eu senti o equilíbrio e me concentrei na travessia, todos fizeram silêncio e por uns três minutos ou mais, que para mim pareceram bem mais, fui caminhando sobre a estreita fita que em um dos trechos se estendia sobre o vão de 410 metros de altura. Ao me aproximar do outro lado percebi apenas algumas pessoas se movimentando para tirar fotos, dava pra ouvir o barulho dos clicks, as demais não pareciam acreditar no que acabara de ver. No meu último passo toquei a parede e fui aplaudido por todos que ali estavam, levei as mãos ao peito para sentir os batimentos acelerados pois a emoção era sem igual, naquele momento principalmente. Gritei alto para liberar a adrenalina, agradeci a todos e me preparei para repetir a travessia de volta, nas mesma condições de vento ou pior, ergui-me e caminhei novamente luntando para resistir ao vento, mas no meio da travessia de volta cair sobre a fita. Respirei e continuei o final da travessia sendo mais uma vez homenageado por todos ali com mais palmas e abraços pelos amigos.
Passei a vez pra galera que foram revezando entre a equipe até todos tentarem ficar pelo menos em pé em cima da fita, pois as condições não eram favoráveis e também era uma grande experiência para todos aquela primeira tentativa, principalmente com vento forte e altura impressionante.
Agradeço aos amigos: Paulo Augusto, irmãos Rodrigo e Henrique Bastos, Hélder Francisco e também aos irmãos Kim, Tata e Romarinho, o meu muito obrigado de coração por terem feito parte deste projeto. Tudo isso aconteceu porque acreditamos que era possível e nos tornamos uma equipe forte, mas mais do que isso, grandes amigos! Ao grande amigo Formiga que nos deu suporte no Abrigo Formigueiro Formiga, muito obrigado.
Aos outros parceiros que acreditaram na ideia e me ajudaram na realização deste projeto, a minha gratidão em especial por me apoiar ajundando a chegar até Lençóis, ir até as montanhas e voltar com segurança, fizemos histórias vivenciamos incríveis experiências através do Slackline e aqui mais uma vez estou compartilhando com todos esse resultado.
Vou tentar descrever
aqui como um relato em tempo real, pois cada vez que olho para estas imagens
relembro com emoção tudo que vivi intensamente nos lugares mais irados que
superaram minhas expectativas e me surpreenderam ao ponto de me deixar sem palavras em alguns
momentos, algumas descrições foram escritas à noite ou durante o tempo que
passamos na estrada a bordo do motorhome nas altas estradas seguindo em busca
dos melhores picos de Highline no Estados Unidos. Alguns momentos inspirados,
outros nem tanto, mas ao menos procurei anotar o maximo que pude sobre essas
experiências para compartilhar aqui com vocês e motivá-los a buscar e realizar
seus desafios pessoais.
Estados
Unidos da América. Pegamos um voo com escala em Miami e seguimos para Denver
no colorado. A partir de lá começamos essa missão....
Dessa vez
vamos começar a trip num clima ainda mais empolgante, aprendemos muito com as
experiências anteriores e com isso subimos alguns degraus nessa constante
evolução da vida, e assim seguimos. Estamos entusiasmados com tudo que foi
planejado e claro, têm as surpresas, que faremos delas os melhores momentos
dessa trip. De fato planejamos uma estrutura que possamos dentro dela viver
essa realidade do nosso sonho, mas tudo muda o tempo inteiro e é com essas
mudanças que vamos ganhando mais experiências e encontrando o equilíbrio para
viver e realizar cada missão do dia a dia.
Nosso
primeiro destino chegando no EUA foi Denver, onde pegamos o Motohome e partimos
para Moab em Utah, onde iriamos encontrar os nossos amigos Brian M e Scott
Roggers que serão nossos guias e parceiros nesta missão de trinta dias viajando
em busca dos mais incríveis picos de Highline nos Estados Unidos. Atravessamos
o colorado numa viagem de quase um dia inteiro até chegar na casa do Brian onde
ficamos três dias. No primeiro dia juntamente com o Scott fizemos um longline
de 80m. Depois conhecemos a casa da árvore e assinamos no muro de visitas da
casa dos monkeys. À tarde montamos um waterline no Rio Colorado e depois
seguimos para conhecer o nosso primeiro pico de Highline em Utah, montamos duas
linhas, mas ficou tarde e por isso andamos pouco, resolvemos deixar as linhas
montadas para o dia seguinte. No segundo dia antes de repeti o rolé nos
Highlines, na parte da manhã fomos conhecer um Slack Parque em Moab, os
praticantes locais conseguiram se juntar e com o apoio do gestores da área de
preservação eles criaram esse espaço incrível para todos praticarem o Slackline
com mais segurança e responsabilidade. Foi
muito irado esta manhã de slack, conhecemos também a Valerie, uma amiga do
Brian que estava aprendendo o Slackline e passeando com o seu cachorrinho. À
tarde antes de ir para os Highlines ainda fomos num pico de Waterline numa
Cachoerinha, a Left Hand, foi o meu primeiro tibum, mergulho, na água do rio
que estava gelada, mas foi muito bom para amenizar o calor antes de ir para as
linhas que estavam esticadas e mais expostas ao Sol. Finalizamos este dia com
um rolé de Highline sensacional, esse pico de Highline foi a nossa primeira
experiência em Moab. Potato Salad com as Linhas: Good Enough 14 metros Long e Barely
Legal 18 metros Long.
Alguns desses lugares serão exibidos no próximo episódio. Então fechamos esse com uma super estreia. Confiram as fotos em breve na fanpage: Atleta Gideão Melo
Carnaval
2015, todo mundo buscando novas aventuras para desfrutar de
novidades. E nós indiferente da bagunça nas ruas do rio partimos
para a Urca curtir um pouco do Bloco dos Montanhista, só cume
interessa! Ir na Urca e não dar um rolé na pedra seria quase viagem
perdida se não bastasse a beleza, mas sempre buscamos algo novo em
todos os lugares ou no mesmos lugares, assim botamos em pratica
nossas ideias com a realização dos objetivos.
Recepcionando
uns amigos franceses e um brother mexicano em casa, todos em busca de
novidades no Rio, depois de curtir um incrível rolé nas linhas no
Morro dos Cabritos foi oficialmente declarado o início do Carnaval
no Rio, então sugeri como abertura o nosso tradicional Bloco na Urca
e assim fomo todos. Cair na folia e depois completar o passeio na
pedra. Há tempos que vinha observando um lugarzinho bem bacana Urca
para esticar um fita para um rolé de Waterline etc. então a ideia
foi perfeita. Antes mesmo do bloco sair, fomos para o outro bloco no
canto direito da Praia Vermelha, o bloco de pedra. Rsrs
Foi
mais uma vez só um rolé para observar e planejar melhor o que
faríamos num outro dia. Voltamos para curtir a folia na praça e
depois seguimos para outro bloco e um rolézinho de Slackline no
Leme. Finalizamos bem o dia na companhia dos amigos, às noites
cariocas preferíamos a curti uma caipirinha com churrasco em casa
aproveitando a calmaria no Morro.
Foto: Istácio Vieira
No dia
10 de Fevereiro os amigos já estavam ansiosos para iniciar os
projetos e assim seguiram para Urca, depois de umas três horas
cheguei no pico seguindo pelo caminho dos pescadores me equilibrando
já para não cair na água com a mochila pesada. Quando avistei o
grupo eles já estavam finalizando duas linhas de Waterline, mas a
maior infelizmente não foi concluída porque a fita de cento e vinte
metros não deu o tamanho. Comecei a abrir a linha de high com a
ajuda dos amigos, atravessamos a fita com cuidado pelas pedras e em
assim concluímos a abertura de uma incrível linha de Highline com
quarenta e cinco metros, e na paisagem de fundo uma das montanhas
mais belas do Rio.
Foto: Gideão Melo
Esse cantinho antes era frequentado somente pelos
pescadores que deixaram no local alguns vestígios que originou o
nome da linha do highline de Conto dos Pescadores. Foi um dia
magnífico com muito Sol nesse cantinho especial que nos proporcionou
um momento inesquecível de encontro com os amigos que vieram da
França, Pierre-jean, Laure Millot, Tristan, Tom, Hector Faleg, Luc e
Marion e os amigos Diogo Barboza e Istácio Vieira. Aproveitando a
maré baixa abri mais uma linha com uns dezoito metros de waterline
usando o sistema de grampo móvel trabalhando a força na horizontal,
da mesma forma que fiz em um dos lados do highline com auxílio de um
ponto fixo natural, deu super certo! Fiz o mesmo na segunda linha de waterline de aproximadamente trinta metros para garantir a segurança.
O local é incrível porém só é possível montar as linhas de waterline se a maré tiver baixa e mar calmo, todo cuidado é
essencial para entrar e sair do mar pelas pedras, assim também como
o acesso da praia Vermelha até o pico que não é considerado fácil.
Grande abraço a todos e divirtam-se com responsabilidade preservando o local.
Aos poucos o Morro dos Cabritos vai se tornando o local com maior número de Linhas de Highline na Zona Sul do Rio. Quem olha para esta montanha se surpreende de várias formas, uma é por achar que lá é apenas uma rocha redonda... Mas conhecendo de perto é possível ver as incríveis formações que possibilitaram a abertura de diversas linhas para a prática desta modalidade do Slackline aqui e muitas rotas de escalada também. Outra surpresa grande é o visual lá de cima, uma vista linda e encantadora.
E pra galera que curti um bom desafio. O Highline Face Oculta no Morro dos Cabritos é uma linha incrível, acessada somente por escalada. São duas vias distintas com graduação bem fácil para escalar, (III - 100m aprox.) Uma delas é a Via Caminho das Bromélias que abrir especialmente para chegar em um lado da Linha, a outra pelas infos da Escalada é a via Paredão Carioca. O acesso é pelo Parque da Catacumba, a primeira Via fica logo de frente, no extremo entre as faces Norte e Oeste, a segunda Via é a primeira do início da parede na face Norte seguindo pela Trilha Trans Carioca. Os pontos de ancoragens são fixos dos dois lados, com chapas simples e duplas da Bonier Equipamentos. O visual e o rolé é uma das recompensas.
Foram vários dias nessa missão em que puder estruturar mais essa bela opção de Highline na Zona, contei com a ajuda do meu amigo Istácio Vieira para levar os equipos, dar segurança para escalar e fazer as imagens que possibilitou esse pequeno registro. O visual é incrível, mas escolhemos ir nesses dias nublados por causa do calor. As imagens estão um pouco embaçadas mais a missão foi perfeita. Na parte da manhã tem um pouco de sombra, mas o sol logo aparece rachando o coco. Na época mais fria do ano é o ideal para esticar esta linha e ficar o dia todo, ou em dias nublados e sem chuva para quem gosta de arriscar, o importante é a segurança já que tem que escalar e descer de rapel pela. O Parque da Catacumba abre as 08:00 da manhã e fechar por volta das 18:00 no horário de verão. Às segundas-feiras geralmente o Parque fica fechado para manutenção.
Assista ao vídeo e visite a Fan Page para compartilhar as fotos desta bela linha de Highline com 55 metros de travessia. Facebook Atleta Gideão Melo
O Dedo
de Deus é uma das mais lindas montanhas do Parque Nacional da Serra
dos Órgãos, uma formação rochosa impressionante que se tornou o
Símbolo do Montanhismo Brasileiro quando em 1912 teve sua primeira
ascensão por cinco desbravadores, o ferreiro pernambucano José
Teixeira Guimarães junto com os teresopolitanos Raul Carneiro,
caçador local, e os irmãos Alexandre, Américo e Acácio de
Oliveira. Eles alcançaram o cume de aproximadamente 1670 metros de
altitude após a tentativa frustrada dos alpinistas alemães. A minha
história nesta cidade começa 1999, quando aos 17 anos eu fui morar
em Teresópolis, essa cidade serrana maravilhosa do Estado do Rio de
Janeiro. Nesta época eu nem sabia o que era um mosquetão e nem
sequer sonhava em escalar uma montanha, muito menos o Dedo Deus.
Quando fui até o Mirante do Soberbo conhecer a tão famosa vista
fiquei impressionado, e não imaginava que iria morar aos pés desta
montanha por muitos anos. Aprendi a escalar e depois de alguns anos
comecei a trabalhar com Alpinismo Industrial. Fui morar no Rio, mas
minha paixão pela Serra nunca acabou. Conheci o Slackline que passei
a praticar por hobby após meu primeiro contato com o Highline depois
de uma escalada na Pedra da Gávea em 2008, passei a me dedicar e o
Esporte também se tornou uma profissão. Como Montanhista e atleta
de Slackline conquistei diversas Vias de Escalada e abri novas Linhas
de Highline na Zona Sul do Rio.
Entre
idas e vindas em Teresópolis, escalando pelas diversas montanhas da
Serra dos Órgãos, passei a observar o quão propício era a região
para esta modalidade do Slackline que pratico. Comecei a idealizar
algumas linhas, mas devido às dificuldades e sem apoio o tempo foi
passando e a ideia continuou como sonho, até que finalmente depois
de tantos outros Highlines já abertos no Rio, vi que estava mais que
na hora de dar esse passo pelo Esporte, pois abrir essa primeira
Linha no Parque Nacional da Serra dos Órgãos seria um grande avanço
para o Slackline no Brasil. Há mais de quatro anos consegui
autorização, mas o projeto do Highline não foi iniciado, abri
apenas duas linhas de Waterline no Parnaso, uma no Poço dois Irmãos
e outra na Piscina Natural, ambas na sede Teresópolis.
De lá
para cá mais tempo se passou, continuei abrindo novas linhas aqui
pelo Rio até que recebi um convite pelo Parque para eu participar do
Evento ATM 2014 de Teresópolis, percebi então que já era mais do
que oportuno ter uma Linha de Highline aberto no PARNASO, já que lá
encontramos as melhores caraterísticas para essa modalidade.
Coloquei o projeto no “papel” e apresentei para a nova
administração que prontamente aprovou a ideia sob o cumprimento de
todas as normas de uso público análise final pelo chefe do setor, a
fim de esclarecer que além da ética do montanhismo praticado na
região os cuidados sobre segurança e mínimo impacto fossem
devidamente pensados. Ufa! Que bom que o Esporte é redundante no
aspecto segurança, mas, além disso, foi levado em conta todo meu
histórico e experiência para esclarecer que a prática desta
modalidade será feita com total responsabilidade dentro do padrão
de segurança e conhecimento da escalada em rocha que é necessário
para acessar os locais.
A data
do Evento foi o dia 17 de Maio, subi a serra para realizar uma
Oficina de Slackline e levei todo equipamento para a conquista
também, mas além do tempo não ter colaborado para iniciarmos a
conquista no dia seguinte, faltava ainda o ok de um dos
administradores que não estava presente. O Evento foi um sucesso, e
foi um prazer enorme rever os amigos e compartilhar um pouco do
Slackline com a galera da montanha, mas quanto a andar de Highline na
Serra me contentei em mais uma vez esperar. Aproveitei para convidar
dois amigos de Teresópolis, o Alex Sandro Amorim e o Weber Fiorini
que são montanhistas experientes para me ajudar na missão, e para
registrar melhor essa empreitada convidei meu amigo fotógrafo
Istácio Vieira que mora aqui no Rio.
Passados
mais uns dias após receber o ok do Parque finalmente chegou o grande
momento de fazer história. Acordamos cedo e as 05:00 horas da
madrugada já estávamos com as mochilas pesadas nas costas seguindo
para o ponto de ônibus. Teresópolis é logo ali e por volta das
07:00 horas já estávamos na serra, nos encontramos com o Weber
Fiorini e seguimos em direção a montanha, a ideia era subirmos
devagar enquanto o Alex nos alcançaria na subida. Mas quando ainda
estávamos na estrada ele passou, foi estacionar, esperamos um pouco
e logo ele se juntou a gente para fechar a equipe. A primeira parte
da subida do Dedo de Deus é uma trilha íngreme e muito exigente. A
segunda parte é Via Ferrata onde toda a segurança é necessária.
Chegamos bem, dividimos melhor o peso da ferragem, material de
conquista e tocamos pra cima. Neste acesso, a parte mais crítica e
perigosa é depois da bifurcação, seguindo para a face leste. Este
trecho requer muito mais atenção, pois os pontos de apoio nas
cordas e cabos não são nenhum pouquinho confiáveis, além de ter
um enorme abismo camuflado pela vegetação abaixo. Como eu estava
acompanhado de dois montanhistas experientes, só me preocupei com a
segurança do Istácio que estava subindo uma montanha por escalada
pela segunda vez, fiz toda segurança dele indicando os pontos mais
seguros para se apoiar e subir mais tranquilo.
Depois
de mais algumas horas chegamos finalmente no cume do Polegar que é
um dos lados do Highline e sem perder tempo comecei a procurar o
melhor lugar para a instalação dos pontos de ancoragens. Na
montanha, principalmente nesta, o tempo parece passar mais depressa,
ficamos sempre fascinados com tanta beleza que não percebemos a hora
a hora passar, mas estava tudo sob controle. Após algumas horas já
estava com um lado pronto e segui para o outro que é no Dedo
Indicador virando para Face Norte. Para chegar neste outro ponto é
necessário escalar o início da Via Caminhos dos Deus e fazer um
pequeno lance para a direita até alcançar as ancoragens do
Highline, abaixo tem uma exposição de mais de 400 metros de parede,
nada pode cair, nada pode dar errado e graças a deus deu tudo certo,
instalei os pontos de ancoragens deste lado e iniciamos a montagem do
Highline que alcançou os quarenta e cinco metros de distância sobre
o vão da Face Norte. Estava tudo certo, mas na hora que terminamos
de esticar o Highline começou a ventar muito forte! Mesmo assim subi
na fita para experimentar a linha, mas foi impossível. Desci para
esticar mais um pouco e foi só sair da fita que parou de ventar
forte, finalizamos tudo e com uma calmaria impressionante após a
ventania, num silêncio absoluto como se tudo ao meu redor estivesse
parado para observar o que estava prestes a acontecer...
Sem
qualquer ritual ou desculpa para justificar a adrenalina daquele
momento, segui para o Highline e me encordei, chequei toda a minha
segurança, me afastei um pouco da margem para evitar qualquer perigo
no caso de uma queda não controlada, me posicionei sobre a fita e
subi no Highline. A partir deste momento só ouvia os clicks da
câmera fazendo o registro da travessia e minha própria respiração.
Ao caminhar metade da fita tentava não dar importância ao abismo
sob os meus pés, mas percebia a adrenalina aumentar, aos poucos fui
controlando, sentindo pela respiração menos ofegante que o medo
estava sob domínio, mas não podia me descuidar! Nos últimos passos
e à medida que ia chegando perto do paredão do outro lado, apesar
de saber que era mais fácil do que o trecho que já tinha caminhado,
esses últimos passos pareciam está sendo os mais difíceis, mantive
o pensamento positivo mais forte e caminhei até tocar a rocha com as
mãos e descarregar o resto de adrenalina em um grito de comemoração.
É sempre gratificante toda experiência na montanha, mas nada melhor
que está bem acompanhado fazendo o que a gente gosta, e neste
momento eu percebi isso mais ainda, nas palavras e no sorriso
contente dos amigos que presenciaram este grande feito e ficaram
felizes por mim, por juntos estarmos fazendo este primeiro momento da
História do Highline no Dedo de Deus se tornar inesquecível. Essas
experiências incríveis nos tornam eternamente gratos, obrigado pela
ajuda de cada um e por acreditarem na ideia até o fim.
Meus
sinceros agradecimentos a todos da administração do PARNASO por ter
compreendido a importância que a abertura desta Linha representa
para o Esporte no Brasil, apesar de ser uma realização com esforço
pessoal e de poucos envolvidos, mas que somos pessoas que dão
verdadeira importância para os benefícios desta pratica e a
segurança com que deve ser realizada. Este Highline no Dedo de Deus,
batizado pelo nome Impressão Digital é por tanto o marco inicial do
Esporte na área do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, um feito histórico que para mim se torna mais um
sonho realizado no dia 06-06-2014. Agradeço também aos meus
apoiadores, Deuter Brasil, SOLO, Snake, EverlastBrasil, SlackBrasil e
a Bonier Equipamentos de Segurança.
Geralmente não mencionamos o retorno para casa depois
de concluir uma missão dessas na montanha, mas essa merece atenção,
pois o acesso desta montanha é comprometedor. Após a travessia ida
e volta no Highline começamos rapidamente desmontar tudo para
sairmos o mais rápido possível da montanha e passar ainda com luz
os trechos mais críticos do acesso. Minha preocupação era que
todos voltassem bem, mas minha atenção mais uma vez ficou para
realizar a descida do meu amigo menos experiente com total segurança.
Descemos com toda atenção e segurança realizando rapel na parte
mais crítica da trilha e no trecho final dos cabos de aço. Foram
mais de quatorze horas de missão na montanha, mas tudo ocorreu bem,
com total comprometimento e responsabilidade. Esse acesso crítico
para a Face Leste é geralmente usado somente para subir, após a
escalada até o cume o rapel é realizado pelo outro lado da
montanha. É necessário muita experiência para realizar qualquer
atividade nesta montanha, além disso, antes de acessar essas
escaladas no complexo do Dedo de Deus também é necessário ir à
portaria do Parque preencher um Termo de Responsabilidade e dar baixa
na saída. O PARNASO também dispõe de uma lista de Guias
Credenciados. Os pontos de ancoragens do Highline são fixos, sendo
necessário buscar outros pontos de ancoragem natural para o backup,
principalmente do lado do Polegar. Muito equilíbrio para todos, até
a próxima. A conquista deste Primeiro Highline no Dedo de Deus é destaque no Globo Carderno Serra - Highline no Dedo de Deus
"O PARNASO proporciona oportunidades para escaladas em todos os níveis, desde iniciantes até algumas das escaladas mais técnicas do Brasil, como as vias no bigwall da Pedra do Sino. A atividade de escalada em rocha está intimamente relacionada à conservação dos recursos naturais, dessa forma o PARNASO apóia a prática da escalada esportiva de forma ambientalmente responsável. Antes de iniciar atividades de montanhismo é importante ler as Regras de Uso Público do PARNASO (que possui normas específicas para escalada) e a Cartilha do Caminhante Consciente da Serra dos Órgãos. Verifique também se a área onde pretende escalar tem acesso permitido no Zoneamento do PARNASO."
Você já
teve alguma experiência ou oportunidade de encarar e controlar o seu
medo? De repente a vida nos coloca diante de grandes desafios em que
tudo depende da nossa coragem, do poder de decisão, mas isso não
significa que você deixará de ter medo e sim assumir o controle das
suas reações. Não é evitando os desafios ou o desconhecido como
resposta. Eu já tive grandes momentos de medo, o que sempre me faz
parar pra pensar e refletir sobre se o que eu estou fazendo é bom ou
ruim pra mim, me questiona qual seria a resposta naquele momento para
encontrar o ponto de equilíbrio quando estou diante de um abismo.
No esporte
e na vida viver com coragem não é fugir do medo! Uma vez me
perguntaram: o que é altura pra você? Eu respondi prontamente!
_Respeito, eu tenho medo! E é isso que me mantém vivo, nós devemos
ter sempre esse medo que é uma forma de respeito à segurança. Sem
o medo a gente acaba sendo inconsequente! Então o medo se torna
importante, ele está sempre presente e é o que gera adrenalina. Se
não gerasse adrenalina seria algo desinteressante e no Highline e na
Escalada pra mim é assim, o medo está sempre presente, vai sempre
existir e deve ser sempre respeitado!
Eu
recentemente fiz uma escalada no Corcovado com meu amigo Istácio
Vieira onde vivi mais uma grande experiência desta em que, ao mesmo
tempo em que demonstrei coragem, dada a minha experiência na
escalada e em ambientes em altura, tive que revelar o medo para
mostrar ao meu parceiro que na montanha deve haver sempre um meio
termo, para que assim a gente possa planejar as nossas ações e
controlar as reações para manter o equilíbrio e se mover com
segurança. Meu amigo é um jovem fotografo de 18 anos e nunca tinha
escalado uma montanha, porém já havia tido algumas experiências de
escalar pequenas paredes e manusear os equipamentos básicos para a
segurança, mas sem autonomia, o que requer sempre um olhar atento a
todo o momento para que ele não deixasse de ficar preso em algum
ponto.
Apesar da
escalada por si só já ser um grande desafio, a contar pelo acesso
até chegar a parte alta da montanha para escalar essa Via(rota)
clássica no Rio de Janeiro chamada K2, o meu objetivo era ainda mais
audacioso do que levar um escalador com pouca experiência para
escalar essa montanha até o seu final e poder sair no Cristo
Redentor, mas como sou guia e instrutor de escalada, toda essa parte
para mim seria apenas mais uma aula, um treinamento e o privilégio,
claro! De está novamente escalando esta montanha sagrada, com total
comprometimento de quem a deseja escalar, como fazemos todas as vezes
em que tiramos o pé do chão para alcançar um cume especial como
este. Há muitos anos escalo esta montanha e pelo menos há seis anos
desde que comecei a praticar Highline eu tinha vontade de abrir uma
Linha entre o vão que se forma antes da ultima parte desse paredão
nessa escalada. E foi a busca por mais esta realização que me levou
a viver mais esta grande experiência.
Em
todo esse tempo eu planejei ir vária vezes, mas acabei não indo!
Por se tratar de uma escalada não muito fácil para subir com todo
material pesado de conquista e por ter o acesso à base da parede um
tanto longe, acabava não conseguindo apoio para ir de carro e assim
adiava, cheguei a convidar vários outros amigos mais experientes
para escalar comigo, mas de nenhuma forma foi possível até num
determinado momento em que percebi que o que faltava mesmo era dar o
primeiro passo, pois atitude, experiência e disposição eu já
tinha. Então convidei de um dia para o outro o meu amigo fotografo
Istácio Vieira que seria meu parceiro nessa missão e o conhecimento
dele seria essencial para fazer o registro dessa primeira travessia
no Highline.
Na mesma
tarde em que planejamos a missão conseguimos um apoio de carro do
nosso amigo Elias Maio, o qual seremos sempre grato pela grande ajuda
em nos levar de carro até o estacionamento das Paineiras, o que
facilitou o nosso acesso a trilha que leva para as escaladas na parte
alta, se não teríamos que caminhar por pelo menos umas três horas
só de ida. E assim partimos para esta missão, na mochila apenas o
mínimo necessário, mesmo assim a mochila foi extremamente pesada
então tive que arrastá-la parede acima. Escalamos por durante
quatro horas até chegar na penúltima parte da parede que culmina no
mesmo ponto da outra Via chamada Macaco Prego do outro lado do vão.
Instalei os pontos de ancoragens, preparei todo esse primeiro lado e
continuamos a escalada para acessar o lado oposto. Como estávamos
somente com o mínimo de equipamento, deixei a corda principal para o
backup da Linha e tivemos que escalar o restante da Via com apenas 20
metros de corda, o que não foi possível para acessar o outro lado
através de rapel, então para não perder a viagem tive que
desescalar o ultimo trecho após descer meu parceiro com segurança
usando a corda.
Instalei
os pontos de ancoragens desse outro lado e depois de mais algumas
horas recolhi a cordinha que tinha lançado, puxei a fita, equalizei
todos os pontos, tencionei o Highline sozinho enquanto meu amigo se
encarregava de registrar tudo, e finalmente pisei na fita para
experimentar mais uma vez essa sensação do desconhecido. A linha de
aproximadamente trinta metros sobre uma exposição de mais de
quatrocentos metros de altura bem embaixo dos meus pés, estávamos
próximo ao topo do Corcovado que se sobressai no meio da Zona Sul
com seus setecentos e dez metros de altitude. Nesta hora, por um
breve instante hesitei se eu realmente precisava fazer aquilo? Aí me
veio na cabeça toda a experiência que acabara de ter, que trouxe
meu amigo e eu até o final dessa escalada, realizando o sonho dele
de escalar o Corcovado pela primeira vez, tudo aquilo, por mais que
já tivesse realizado o sonho de outros montanhistas escalando essa
mesma Via várias outras vezes, essa era uma experiência nova, um
aprendizado diferente. Lembrei que durante a escalada eu o ajudava o
tempo todo a manter o foco na escalada, ensinando-o a desvendar o
segredo do abismo, de se concentrar para manter o equilíbrio e assim
consegui se movimentar! A resposta para estes momentos, que somente
assim conseguimos experimentar o novo, e fui rapidamente controlando
o medo. Certamente essa dúvida foi só por alguns segundos, pois
logo percebi que tinha feito tudo certo, e não teria o menor
problema se não conseguisse atravessar a fita naquele momento, a
conquista da Linha estava terminada, todo o trabalho tinha terminado
e poderia voltar outro dia para ter o privilégio de encarar
novamente o desafio e atravessar o Highline, se fosse o caso. Mas
após passar esses segundos de hesitação, dei o ok para o Istácio
fazer o registro da travessia que eu iria andar. Estava sentado na
fita sobre o vazio, levantei e suavemente caminhei, no meio as pernas
sempre tremem um pouco, cheguei a pensar novamente que não
conseguiria naquele momento, mas me concentrei e andei até o fim,
comemorei um pouco a travessia do outro lado, dando uns gritos para
liberar a adrenalina, pisei na fita novamente e atravessei de volta
sem cair uma só vez. Como dizem: de primeira! O tempo todo eu
acreditei que era possível, sempre controlando a adrenalina que se
manifesta através do medo, tremedeira nas pernas e coração
acelerado, reflexos de pensamentos que por pequenos instantes nos
questionam parar ou continuar. Assim eu descobrir mais uma vez que
tudo depende de nós mesmo. Se você está diante do seu desafio é
porque você teve capacidade de chegar até ali, claro! Mas continuar
é uma opção, a melhor escolha, pois o primeiro passo é sempre o
mais importante e é acreditando e controlando os nossos medos que
tudo dar certo. A resposta que precisava estava em mim. O medo pra
mim não é mais uma sensação que me aprisiona, o medo sob controle me faz querer ir além. Me surpreende com o novo a cada
passo no desconhecido e aguça ainda mais meus pensamentos, é
através do medo que eu experimento a dose mais forte da adrenalina,
o que é bom só por um momento! Não é com muita coragem e nem sem,
não é papo de otimismo, o controle do medo é o segredo do abismo.
E assim mais uma linha incrível de Highline na Zona Sul foi
conquistada, e por essa experiência maravilhosa que tive a batizei
de O Segredo do Abismo.
Agradeço pela visita, acesse e curta a Fanpage para acompanhar as fotos desse magnífico Highline: Atleta Gideão Melo
Este
ano o maior evento de escalada do nordeste teve sede em Igatu que já
é um destino dos escaladores de todo Brasil e é considerado o
paraíso da Escalada Esportiva e Boulders na Chapada Diamantina. Mas
engam-se quem pensa que é somente essa característica que torna a
pequena vila de Igatu um destino tão procurado e indispensável no
roteiro de quem vai para essa região em busca de lazer e aventura no
Estado da Bahia.
Além
das mais de 180 opções de escaladas e diversos boulders espalhado
por todos os cantos, agora eu apresento para vocês as diversas
linhas de Highlines e opções de Waterlines nos mais variados
setores bem próximos a vila que foram uma atração à parte no
evento deste ano no qual eu fui convidado a participar promovendo uma
Oficina de Slackline para compartilhar um pouco mais do Esporte com
os moradores locais e participantes do Encontro de Escaladores do
Nordeste.
No
primeiro dia do Evento que aconteceu nos dias 18-19-20 e21 Abril de
2014, a tão esperada Semana Santa. No setor da Igrejinha esticamos
uma linha para os iniciantes e dois Longlines médios para o treino
específico de Highline e Waterline. A galera de Vitória da
Conquista marcou presença representando o grupo Macacos do Borel
Slackline. Foi interessante a experiência com a garotada local que
arriscaram os primeiros passos na linha bamba na parte da manhã e a
tarde a diversão continuou no Poço da Madalena com o clássico
Waterline, uma linha de 23 metros sobre a água escura parecia deixar
o desafio para manter o equilíbrio mais tenso. Mas o fato é que
ninguém queria resistir o mergulho nessa água cor de coca-cola
incrivelmente refrescante.
No
setor de Escalada Labirinto foram abertas duas pequenas e belas
linhas de Highline, a linha Xique-Xique de 18 metros aproximadamente
fica logo na entrada do Setor do lado direito da Via Beabá. Esta
linha foi aberta usando apenas pontos de ancoragem natural de ambos
os lados, são escolhas destes pontos são especificamente técnicas
e o motivo da abertura deste Highline foi pela fotografia incrível
no final de tarde e a linha ficou realmente xique.
A
segunda linha foi uma especial para o Treinamento de Highline pela
Oficina de Slackline no Evento, para isso foi necessário usar os
pontos de parada dupla das vias Beabá e Rosinha, a linha de 15
metros ficou batizada como Labirintite. Os dois fatores técnicos que envolveram a aberturas destas duas linhas foram
exemplos usados na didática nestes dias de Treinamento de Highline e
Waterline usando os critérios Segurança e Mínimo Impacto através
das escolhas de Pontos Fixos e Ancoragem Natural. Tive a oportunidade
de discutir sobre a abertura de novos Highlines especialmente com o
diretor de planejamento do Parque Nacional da Chapada Diamantina que
estava presente no Evento.
Durante
o dia foram várias as atividades realizadas nos mais diversos
setores com as palestras que também estavam na programação pelos
convidados Ronaldo Franzen (Nativo), experiente montanhista que falou
sobre os diversos tipos de ancoragens para abertura de Vias e em
outra demonstração de auto resgate falou sobre Socorro na Montanha.
Fernando Munnareto palestrou sobre Astronomia e Observação do Céu.
A Janine Cardoso falou sobre a preparação feminina voltada para
performance na Escalada Esportiva e Rafael Nishimura palestrou sobre
suas experiências – Escalada para Todos. À noite o povo se reuniu
para divulgação dos resultados nos desafios e sorteios de brindes e
ainda teve show com a banda Trilheiros, atração cultural.
No poço
do Piaba que fica próximo ao acesso do tradicional Setor de Escalada
da Rosinha abrimos mais uma linha de Waterline com 23 metros
aproximadamente sobre escuro lago e foi mais um desafio que garantiu
a diversão da galera. Já no final do dia conseguir visualizar uma
incrível linha de Highline com pontos de ancoragem natural dos dois
lados, uma nova escolha bem criteriosa e técnica possibilitou mais
um Highline em Igatu, a linha de aproximadamente 35 metros foi
batizada de Carta na Manga. E no tão falado Setor Califórnia que
realmente me surpreendeu com um cenário magnífico e uma cachoeira
quase secreta escondida entre as rochas, depois de muito pensar e
procurar opção resolvi abrir mais uma linha de Highline saindo da
parada dupla no final da Via Aqui Tem com backup na Via Tem mas não
tá Tendo para o canto direito do Canion em cima da cachoeira. Essa
linha de 23 metros ficou batizada como Abelhas Ocultas. Depois do
rolé nada melhor que um mergulho em baixo desta cachoeira fabulosa,
uma queda d`água que revigora o corpo e a alma só com energia boa
que parece emanar deste santuário natural.
Por
esses dias incríveis eu agradeço especialmente aos organizadores do
Evento este ano: Rafael e Vanessa do Igatu Escalada Trekking por ter
me convidado e garantido minha hospedagem e deslocamento ida e volta
para Igatu. Tive a honra de aprimorar minha experiência técnica na
Escalada com Ronaldo Franzen Nativo. Fiz novos amigos e especialmente
também agradeço a todos pela companha e participação na Oficina
de Slackline, Caiuá e Deusdato (Guga) Guias da Chapada e praticantes
de Slackline Tradicional, Guilherme Alencar, Gabriel e Clara Flores,
muito obrigado pela participação, companhia e ajuda. Esta
experiência será inesquecível graças a vocês. Também agradeço
aos suportes que me permitiram realizar essa trip: Deuter mochilas,
SOLO Vestuário, Relógios Everlast Brasil e SNAKE Calçados. Foram
muitas pedras trilhadas em Igatu durante esses dias do Evento
registrando esses maravilhosos cenários, realizações que ficam pra
história do Slackline e que só é possível com o apoio de amigos e
Marcas parceiras que acreditam no legado desta estrutura que fica
principalmente para o Esporte no Brasil a cada viagem dessas, e todos
ganham compartilhando desta experiência magnífica. Obrigado e até
breve!
Depois
de quase 30 dias viajando de motorhome pela Europa, no dia seguinte
após a incrível experiência da missão em Margalef amanhecemos em
um camping onde arrumamos nossas bagagens. Uma bela amanhã anunciava
o fim dessa trip pela as estradas. O objetivo agora era conhecer a
famosa Ilha de Palma de Mallorca no Mar Mediterâneo na Espanha.
Arrumamos
as bagagens e seguimos para hostel em Barcelona, nossa base para os
últimos dias nessa missão incrível. Guardamos os excessos e
seguimos para o aeroporto enquanto o Paul entregava os dois
motorhomes que usamos. Nos encontramos no final de tarde e voamos
para Palma de Mallorca, pouso foi tenso devido a fortes turbulências,
mas deu tudo certo! Desembarcamos tranquilos, alugamos dois carros um
para equipe e outro para nós, o Paul assumiu o comando e seguimos
para o Hotel Cala Pi.
No dia
seguinte acordei com um sol incrível dourando o amanhecer, levamos e
tomamos um café de rei, pois o dia seria longo. Pegamos um mapa da
região para facilitar o acesso, pois a Ilha é extensa e tínhamos
que percorre muitas estradas até chegar nos picos com maior
potencial e os já existentes que a galera local pratica Slackline.
Contatamos dois amigos locais que nos acompanhariam nessa missão, o
Luiz e o Louis Carbonele. Nesse primeiro dia eles não puderam ir com
a gente, mas indicaram um pico de Waterline. Pegamos o carro e fomos
verificar, mas chegando lá o mar estava agitado e a linha que
pretendíamos conhecer não esta em condições, estava com os pontos
quase submersos. Mas isso não foi um problema, aproveitamos para
abrir uma outra linha de Waterline no local, uma discreta opção que
transforou daquele dia que parecia perdido num dos dias mais
incríveis que passamos em Palma. Foi o entardecer mais lindo que já
tínhamos visto e inimaginável. A linha de aproximadamente vinte
metros sobre o canal esquerdo da praia em Calo d’em Monjo foi
batizada de Mallocada.
O dia
seguinte encontramos os amigos, tomamos um e partimos para a próxima
missão. Nestes dois episódios extras do Slackline, a montagem do
programa não segue a ordem cronológica dos acontecimentos em que
fechamos essa SlackTrip, então para organizar as fotos no álbum
compartilhado com os amigos passo falar sobre o terceiro dia na Ilha.
Neste dia encontramos os amigos na estação de trem e seguimos para
Cale Varques onde galera pratica Trickline. Ao chegarmos na entrada
da trilha que leva até praia, descobrimos que se tratava de uma
praia de nudismo...Foi uma situação inusitada, mas o local não tem
regras e ficamos à vontade.
A
geografia do lugar é composta de rochedos e uma exclusiva faixa de
areia que forma a praia principal, é maravilhosa! E nas rochas à
beira mar é comum a pratica de escalada conhecida como psicobloc,
bem conhecida na região que por sinal tem em cartão postal a maior
referência desta modalidade que fica no Arco de Es Pontàs, a King
Line. Tudo isso e mais a beleza e o sossego do lugar torna o local
uma preferência para os naturalistas e turistas de todos lugares do
mundo, e é realmente um paraíso.
Enquanto
a galera pratica Trickline na areia eu sair para explorar as
possibilidades, conheci uma galera que estavam bem à vontade
escalando as vias de psicobloc e resolvi abri uma linha nova de
Waterline de uma margem a outra do canal, essa linha 30 metros foi
batizada de Naturalistas. Queria aproveitar cada minuto desse dia e
foi realmente maravilhoso, o rolé foi incrível! Um pouco mais à
frente tinha um arco que propiciou mais uma conquista sensacional.
Para abrir essa nova linha que foi batizada de Boulderline eu tiver
que escalar fazendo uma travessia de Boulder até chegar no ponto de
ancoragem visualizado e essa experiência foi realmente inesquecível.
Posso dizer que os dias que passei no paraíso eu realmente
aproveitei cada minuto, e foi realmente o ultimo dia que passamos na
Ilha. À noite voamos de volta para Barcelona.
Na próxima postagem falando sobre o encerramento dessa SlackTrip pela Europa eu vou descrever sobre o Highline no Es Pontàs, o Arco mais famoso da Mallorca que se tornou uma referência mundial para os escaladores com a abertura de uma via de psicobloc. Acompanhe as fotos no facebook Palma de Mallorca Ep.14 Fotos, até breve! Assita o Trailer do Ep.14 Mallorca
Saímos
de Sierra de Guara destinados a conhecer um incrível pico de
Highline em Margalef que é considerada o paraíso da escalada
esportiva na região. Na estrada, à noite, resgatamos o nosso
parceiro nessa missão, um alemão conhecido como Christian Kr, um
cara meio enigmático que nos propôs uma experiência ousada num
Highline de 65 metros.
Depois
de deixamos o pico do Highline com a galera no festival de Highlines
em Sierra de Guara pegamos a estrada com o objetivo de encontrar duas
pessoas que seriam nossos parceiros na próxima missão, mas ouve
alguns contratempos pelo simples motivo de que um dos integrantes da
outra equipe no motor-home resolveu procurar um McDonad como opção
para jantarmos, mas o mais inacreditável foi que ele colocou no GPS
o maldito indereço e tivemos que desviar a rota da auto-estrada por
uns cinco quilômetros... Enquanto isso os parceiros nos esperavam na
estrada para seguirmos viagem. Cansado de esperar um dos caras estava
com a namorada no carro e era o motorista que estava com Christian no
carro de dois lugares apenas, ele resolveu desistir da missão e
abandonou o Christina na estrada, depois de algumas horas retornamos
para auto-estrada para resgatar o nosso parceiro. Para completa o
jantar tive que cozinhar um arroz dentro do motor-home em movimento a
mais de 80 quilômetros por hora... Mas foi a salvação tanto nossa
depois de um dia inteiro de rolé nos Highlines quanto do Christian
que também não tinha jantado.
No dia
seguinte o arroz do jantar serviu para completar o café da manhã e
ainda rendeu para o almoço misturado com pão e enlatados. A
experiência nessa missão foi tudo muito frenética. Depois de
procurarmos o pico do Highline por algumas horas, pegamos algumas
estradas erradas até que chegamos no lugar. O point visto de baixo
não parecia muito interessante, então resolvemos seguir em busca de
um Waterline que havia sobre um rio bem próximo dali. Chegando lá
constatamos que se tratava de uma represa e além do nível da água
estar baixa e não ter bons pontos de ancoragens ainda tinha aviso de
segurança com proibição.
Resolvemos
então voltar ao pico do Highline novamente, nisso o dia já estava
passando, comemos qualquer coisa que tinha sobrado do café da manhã,
arrumamos os equipos e partimos para o local do Highline, não era
muito distante e ainda havendo dúvidas resolver ir na frente para
checar as linhas do Highline, o Christian seguiu por um caminho e por
outro. Chegando lá no topo da montanha fiquei surpreso gritei para
galera dando um ok e desci para encontrar com o restante da equipe e
buscar minha mochila com o material. Começamos a montagem do
Highline grande e para nossa surpresa novamente, descobrimos que a
corda de 60 metros do Gabriel realmente não tinha 60, emendamos com
uma outra para fazer o backup, já era final de tarde quando
finalmente o grande Highline ficou pronto e o desafio do Christian de
andar numa linha bem solta e pesada era nítido, o que para gente não
ia render muito até porque não teríamos muito tempo até
anoitecer.
Rapidamente
tive a ideia de montar o outro Highline, uma linha menor de
aproximadamente vinte metros entre os blocos um pouco mais acima.
Comecei essa missão sozinho enquanto o Gabriel desceu para buscar
mais equipamentos, conclui que sozinho seria mais rápido por que
questão de segurança no acesso para esta pequena linha e finalizei
a tempo de dar um incrível rolé, revezei a vez com o Gabriel
enquanto o Christian parecia flutua demostrando toda leveza ao andar
no Highline grande um pouco mais abaixo.
Para
todos nós essa experiência deste dia ficou como uma lição,
enquanto houver luz acredite, se você está numa missão confie, com
determinação até o final do dia tudo vai dar certo. O Christian
não desistiu, nós acreditamos e fomos surpreendido com o resultado.
No final depois de dar um show de equilíbrio na linha bamba o
Christian deu uma entrevista deitado no Highline, foi a mais
inusitada sonora já gravada pela equipe. Depois ele ainda andou no
Highline menor para da um confere, desmontamos tudo à noite e
descemos para jantar mais dignamente...
Nesta segunda temporada o Programa Slackline não termina neste episódio 13, tem mais dois episódios extras que mostram nossa avcntura em Palma de Mallorca e Barcelona, acompanhe nas fotos pelo facebook e fique ligado no Canal Off. Trailer Ep.13 Margalef