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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Cala Varques - Praia de Nudismo em Palma de Mallorca- Ep.14

Depois de quase 30 dias viajando de motorhome pela Europa, no dia seguinte após a incrível experiência da missão em Margalef amanhecemos em um camping onde arrumamos nossas bagagens. Uma bela amanhã anunciava o fim dessa trip pela as estradas. O objetivo agora era conhecer a famosa Ilha de Palma de Mallorca no Mar Mediterâneo na Espanha.
Arrumamos as bagagens e seguimos para hostel em Barcelona, nossa base para os últimos dias nessa missão incrível. Guardamos os excessos e seguimos para o aeroporto enquanto o Paul entregava os dois motorhomes que usamos. Nos encontramos no final de tarde e voamos para Palma de Mallorca, pouso foi tenso devido a fortes turbulências, mas deu tudo certo! Desembarcamos tranquilos, alugamos dois carros um para equipe e outro para nós, o Paul assumiu o comando e seguimos para o Hotel Cala Pi.
No dia seguinte acordei com um sol incrível dourando o amanhecer, levamos e tomamos um café de rei, pois o dia seria longo. Pegamos um mapa da região para facilitar o acesso, pois a Ilha é extensa e tínhamos que percorre muitas estradas até chegar nos picos com maior potencial e os já existentes que a galera local pratica Slackline. Contatamos dois amigos locais que nos acompanhariam nessa missão, o Luiz e o Louis Carbonele. Nesse primeiro dia eles não puderam ir com a gente, mas indicaram um pico de Waterline. Pegamos o carro e fomos verificar, mas chegando lá o mar estava agitado e a linha que pretendíamos conhecer não esta em condições, estava com os pontos quase submersos. Mas isso não foi um problema, aproveitamos para abrir uma outra linha de Waterline no local, uma discreta opção que transforou daquele dia que parecia perdido num dos dias mais incríveis que passamos em Palma. Foi o entardecer mais lindo que já tínhamos visto e inimaginável. A linha de aproximadamente vinte metros sobre o canal esquerdo da praia em Calo d’em Monjo foi batizada de Mallocada.
O dia seguinte encontramos os amigos, tomamos um e partimos para a próxima missão. Nestes dois episódios extras do Slackline, a montagem do programa não segue a ordem cronológica dos acontecimentos em que fechamos essa SlackTrip, então para organizar as fotos no álbum compartilhado com os amigos passo falar sobre o terceiro dia na Ilha. Neste dia encontramos os amigos na estação de trem e seguimos para Cale Varques onde galera pratica Trickline. Ao chegarmos na entrada da trilha que leva até praia, descobrimos que se tratava de uma praia de nudismo...Foi uma situação inusitada, mas o local não tem regras e ficamos à vontade.
A geografia do lugar é composta de rochedos e uma exclusiva faixa de areia que forma a praia principal, é maravilhosa! E nas rochas à beira mar é comum a pratica de escalada conhecida como psicobloc, bem conhecida na região que por sinal tem em cartão postal a maior referência desta modalidade que fica no Arco de Es Pontàs, a King Line. Tudo isso e mais a beleza e o sossego do lugar torna o local uma preferência para os naturalistas e turistas de todos lugares do mundo, e é realmente um paraíso.
Enquanto a galera pratica Trickline na areia eu sair para explorar as possibilidades, conheci uma galera que estavam bem à vontade escalando as vias de psicobloc e resolvi abri uma linha nova de Waterline de uma margem a outra do canal, essa linha 30 metros foi batizada de Naturalistas. Queria aproveitar cada minuto desse dia e foi realmente maravilhoso, o rolé foi incrível! Um pouco mais à frente tinha um arco que propiciou mais uma conquista sensacional. Para abrir essa nova linha que foi batizada de Boulderline eu tiver que escalar fazendo uma travessia de Boulder até chegar no ponto de ancoragem visualizado e essa experiência foi realmente inesquecível. Posso dizer que os dias que passei no paraíso eu realmente aproveitei cada minuto, e foi realmente o ultimo dia que passamos na Ilha. À noite voamos de volta para Barcelona.
Na próxima postagem falando sobre o encerramento dessa SlackTrip pela Europa eu vou descrever sobre o Highline no Es Pontàs, o Arco mais famoso da Mallorca que se tornou uma referência mundial para os escaladores com a abertura de uma via de psicobloc. Acompanhe as fotos no facebook Palma de Mallorca Ep.14 Fotos, até breve! Assita o Trailer do Ep.14 Mallorca

Margalef Espanha Ep13

Saímos de Sierra de Guara destinados a conhecer um incrível pico de Highline em Margalef que é considerada o paraíso da escalada esportiva na região. Na estrada, à noite, resgatamos o nosso parceiro nessa missão, um alemão conhecido como Christian Kr, um cara meio enigmático que nos propôs uma experiência ousada num Highline de 65 metros.
Depois de deixamos o pico do Highline com a galera no festival de Highlines em Sierra de Guara pegamos a estrada com o objetivo de encontrar duas pessoas que seriam nossos parceiros na próxima missão, mas ouve alguns contratempos pelo simples motivo de que um dos integrantes da outra equipe no motor-home resolveu procurar um McDonad como opção para jantarmos, mas o mais inacreditável foi que ele colocou no GPS o maldito indereço e tivemos que desviar a rota da auto-estrada por uns cinco quilômetros... Enquanto isso os parceiros nos esperavam na estrada para seguirmos viagem. Cansado de esperar um dos caras estava com a namorada no carro e era o motorista que estava com Christian no carro de dois lugares apenas, ele resolveu desistir da missão e abandonou o Christina na estrada, depois de algumas horas retornamos para auto-estrada para resgatar o nosso parceiro. Para completa o jantar tive que cozinhar um arroz dentro do motor-home em movimento a mais de 80 quilômetros por hora... Mas foi a salvação tanto nossa depois de um dia inteiro de rolé nos Highlines quanto do Christian que também não tinha jantado.
No dia seguinte o arroz do jantar serviu para completar o café da manhã e ainda rendeu para o almoço misturado com pão e enlatados. A experiência nessa missão foi tudo muito frenética. Depois de procurarmos o pico do Highline por algumas horas, pegamos algumas estradas erradas até que chegamos no lugar. O point visto de baixo não parecia muito interessante, então resolvemos seguir em busca de um Waterline que havia sobre um rio bem próximo dali. Chegando lá constatamos que se tratava de uma represa e além do nível da água estar baixa e não ter bons pontos de ancoragens ainda tinha aviso de segurança com proibição.
 Resolvemos então voltar ao pico do Highline novamente, nisso o dia já estava passando, comemos qualquer coisa que tinha sobrado do café da manhã, arrumamos os equipos e partimos para o local do Highline, não era muito distante e ainda havendo dúvidas resolver ir na frente para checar as linhas do Highline, o Christian seguiu por um caminho e por outro. Chegando lá no topo da montanha fiquei surpreso gritei para galera dando um ok e desci para encontrar com o restante da equipe e buscar minha mochila com o material. Começamos a montagem do Highline grande e para nossa surpresa novamente, descobrimos que a corda de 60 metros do Gabriel realmente não tinha 60, emendamos com uma outra para fazer o backup, já era final de tarde quando finalmente o grande Highline ficou pronto e o desafio do Christian de andar numa linha bem solta e pesada era nítido, o que para gente não ia render muito até porque não teríamos muito tempo até anoitecer.
Rapidamente tive a ideia de montar o outro Highline, uma linha menor de aproximadamente vinte metros entre os blocos um pouco mais acima. Comecei essa missão sozinho enquanto o Gabriel desceu para buscar mais equipamentos, conclui que sozinho seria mais rápido por que questão de segurança no acesso para esta pequena linha e finalizei a tempo de dar um incrível rolé, revezei a vez com o Gabriel enquanto o Christian parecia flutua demostrando toda leveza ao andar no Highline grande um pouco mais abaixo.
Para todos nós essa experiência deste dia ficou como uma lição, enquanto houver luz acredite, se você está numa missão confie, com determinação até o final do dia tudo vai dar certo. O Christian não desistiu, nós acreditamos e fomos surpreendido com o resultado. No final depois de dar um show de equilíbrio na linha bamba o Christian deu uma entrevista deitado no Highline, foi a mais inusitada sonora já gravada pela equipe. Depois ele ainda andou no Highline menor para da um confere, desmontamos tudo à noite e descemos para jantar mais dignamente...
Nesta segunda temporada o Programa Slackline não termina neste episódio 13, tem mais dois episódios extras que mostram nossa avcntura em Palma de Mallorca e Barcelona, acompanhe nas fotos pelo facebook e fique ligado no Canal Off. Trailer Ep.13 Margalef

sexta-feira, 28 de março de 2014

Calanque de Sugiton - Marseille Ep.10

Passamos mais um dia em Cassis e na manhã do dia seguinte fomos conhecer um pico de Waterline nas calanques de Marseille, uma calanque conhecida como Sugiton. O tempo amanheceu chuvoso, o pico que pretendíamos ir era desconhecido de todos, tínhamos pouca informação de como chegar no local onde pretendíamos montar uns Waterlines, mas estávamos no lugar certo, exceto pelo caminho que pegamos inicialmente ser o mais longo dentro de uma área de preservação que não permite a entrada de carros de passeio, o lugar tem várias estradinhas que podem confundir um pouco, mas as direções são indicadas nas principais bifurcações. Parte da equipe ficou na dúvida se iriam juntos e pediram para que fossemos na frente, beleza! Pegamos os equipos e mesmo com uma leve garoa resolvemos arriscar descobrir o pico e dá um rolé, já que era Waterline mesmo então não teríamos problema, a não pelo frio que era intenso apesar de estarmos no litoral.
Caminhamos por mais de uma hora até chegar no colo onde dá para ter uma noção da direção do pico que pretendíamos chegar, as placas indicavam o caminho certo, mas nós tínhamos estacionado o motor home numa área distante da entrada principal para Sugiton no parque Nacional das Calanques que fica próximo a um centro universitário, são vários os acessos para estas chamadas calanques que percorrem uma grande área que se estende por mais de 20 quilômetros no litoral de Marseille.
Entramos pela área de estacionamento de uma universidade, a Euromed Marseille Ecole de Menagement, o que nos levou a percorrer este caminho mais longo. Quando chegamos próximo ao pico de Waterline ficamos encantados com tanta beleza, um lugar realmente dos sonhos não apenas para fazer Waterlines nesta a água cristalina de um azul turquesa que mais parecia uma pintura com o contraste de toda beleza em volta, mas também infinitas possibilidades de Highlines além das paredes de escaladas ao redor. Como o nosso objetivo era mesmo o Waterline descemos para o pico e passamos as coordenadas para o restante da equipe. Enquanto cada um de nós esticou uma linha o Alexis esticou um Highline não muito alto, mas que ficou perfeito para compor o cenário da diversão. O tempo permaneceu um pouco fechado o que fez com que frio aumentasse ainda mais, e eu que já estava molhado fiquei congelando, após a montagem e tive que me recompor por uns 10 minutos até conseguir andar fita. Infelizmente a galera que vinha ao nosso encontro se perderam no percurso e quando chegaram no pico já estava escurecendo, cogitamos deixar as fitas esticadas para voltar no dia seguinte, mas por questão de segurança tiramos tudo e voltamos pro camping.
Esse lugar é tão lindo que definir com palavras é quase impossível então fiz uma comparação onde podemos imaginar como um daqueles cenários de belos sonhos. E no dia seguinte quando acordamos não hesitamos em voltar novamente e repetir tudo de novo. E foi o que fizemos, mas desta vez pegamos o caminho mais curto que descobrimos na volta e o Alexis levou mais um amigo chamado Luiz para curtir o rolézão de Waterline com a gente nesse ultimo dia no paraíso.
Seguimos para Sugiton, após uns 40 minutos de caminhada chegamos no pico para registrar mais um dia incrível de Waterline e Highline. Esticamos todas as fitas novamente e mais uma, então ficou cada um com uma fita esticada curtindo o Slackline no paraíso e nesse dia o tempo estava melhor ainda o que fez com que mais pessoas visitassem o local, vários barcos de passeio se aproximaram ao pico e nós viramos a atração do local.
E assim com muitas boas lembranças e saudades nos despedimos do nosso grande amigo Alexis e seguimos viagem rumo a Corcone, tem mais Highline pela frente a trip segue firme em busca de mais uma aventura pela Europa.
Acesse agora a página no facebook para ver curtir e compartilhar as fotos deste paraíso: Fanpage Album Ep.10. Não deixe de assistir o vídeo com a prévia deste episódio no site do Canal Off: Ep.10 Calanques de Marseille - Waterline e Highline

sexta-feira, 7 de março de 2014

Milão Itália - Conquista em Mônaco Ep7

Saímos das montanhas e partimos direto para o centro de uma das cidades mais charmosas e badaladas da Itália, Milano. Realmente linda também culturalmente. Eu não conhecia nada da Europa, até os lugares que pesquisamos para fazer Highline que achávamos que conhecíamos através das fotografias, nos surpreenderam muito com tanta beleza, são paisagens diferentes de tudo que já tínhamos visto e imaginávamos. E talvez por ter esse olhar diferente, exploramos os melhores cenários deste Esporte que se consagrou no “outro mundo”, tornando a Europa, a França principalmente, no Polo do Highline no Mundo e vamos mostrar o porquê nesse longo período que vivemos lá.
Mas tudo, apesar dos contratempos, oferece opções. Foi assim quando chegando em Milano, o primeiro dia foi com chuva, tempo muito ruim que virou um Day Off. Aproveitamos para andar um pouco pela cidade, não deu para conhecer muita coisa, mas mesmo com chuva e valeu muito. No dia seguinte andamos um pouco de Slackline com a Estátua de Napoleone III num parque que fica próximo ao Castello Sforzesco. À tarde encontramos com amigo que nos levou para mais passeio urbano passando pela Catedral e seguindo por uma incrível galeria onde do outro lado tem uma estátua muito famosa do Leonardo Davince, e com um ponto perfeito para andar de Slackline não hesitamos e esticamos uma fitinha para dá mais um rolé, foi bem legal para registrar a nossa passada por está cidade, mas logo vieram uns guardas e pediram para gente retirar a fita, a gente sem falar nada de Italiano fez com que o guarda fiscalizasse nossos passaportes e sem problemas seguimos o nosso passeio.
Para fechar a despedida o Sirio Zao convidou o Gabriel para conhecer uma academia onde eles praticam Trickline todas as noites, e para quem gosta dessa modalidade fomos conhecer um atleta que treina nesta academia que é bem conhecido na modalidade por suas ousadas manobras de Trick, o Lukas Huber, depois dessa sessão de Trickline seguimos viagem à noite mesmo em direção a um pico de Highline no Principado de Mônaco.
A viagem foi muito exaustiva, chegando no Centro de Mônaco de motohome já por volta das quatro horas da madrugada, sem conseguir um camping ou mesmo um local adequado para estacionar, seguindo por algumas ruas apertadas o segundo motohome da equipe se perdeu seguiu para uma outra cidade para pernoitar. Demos mais algumas voltas e encontramos um estacionamento em frente a uma linda praia no Centro desta cidade que é uma das mais charmosas do mundo onde amanhecemos. O descanso foi pouco, mas valeu por ter acordado neste paraíso, tomamos um café rapidamente e seguimos para fazer o reconhecimento do Pico do Highline, enquanto o restante da equipe chegava, procuramos uma linha conquistada pelo Jullien Millot, mas por causa da espessura dos pontos de ancoragens não pudemos esticar esta linha que por sinal é muito bela com desafio de 35 metros. 
Não conformado em deixar o pico sem fazer nada, resolvi explorar a área um pouco mais e consegui visualizar uma nova linda de Highline. Começou então uma corrida contra o tempo, tínhamos uma longa viagem para fazer saindo dalí e com o atraso da equipe sobrou pouco tempo para essa conquista, mas conseguir visualizar pontos de ancoragens de um dos lados e do outro umas chapas fixas do final de uma Via de Escalada. Além disso, as rochas têm muitos paraboults fixos que podem servir para melhorar a ancoragem, mas tem que ser chapa de 12mm. Até aí sem problema, conseguir usar outro lançando um bloco. Preparei tudo contatando com a ajuda do meu parceiro Gabriel Faria que não se mostrava muito disposto aparentemente e não muito encantado com a conquista.
Então tivemos um momento de muita tensão, não dizer exatamente porque, talvez devido ao longo período de convivência no mesmo espaço durante muitos dias na estrada. Mas tudo fica exemplo para todos nós! No meu ponto de vista, neste caso, faltou parceria e um mínimo esforço de início para conquistarmos um impressionante Highline no topo de uma montanha no Principado de Mônaco. Isso ou talvez pelo cansaço de uma noite mal dormida, não sei! Não puder ver no meu parceiro neste dia a mesma vontade de fazer uma bela história com essa conquista naquele lugar. Apesar do Gabriel já ter adquirido bastante experiência ao longo dessa trajetória, na ocasião por eu querer dividir tecnicamente a conquista desta Linha, dando a ele a oportunidade e a responsabilidade de está envolvido com a segurança, principalmente quando se trata de um Highline para que não aja erro. Neste caso, depois de tudo pronto para esticar a fita, em uma pequena manobra de alteração para diminuir o sistema de redução e alongar a fita, ele foi para o outro extremo do Highline e ao fazer essa alteração colocou a fita do lado errado no Line Lock ou apenas uma e a outra solta, também não soube explicar! O equipamento que só trava de um dos lados. Mesmo distante, ao perceber isso, resolvi deixar que ele corrigisse o erro, eu apenas cobrei um pouco mais de comprometimento com quem está do meu lado envolvido com a nossa segurança como um todo. Daí, para completar o tempo mudou repentinamente e o estresse se juntou ao vendaval no vão do abismo que iríamos transpor, o penhasco se tornou um grande corredor de vento muito forte, a fita se descolou do backup e como estava destravada... ficou flutuando no espaço, não adiantou mais nada, meu parceiro se irritou com tudo e quase abandonou a missão, mesmo depois que eu fui ao outro lado e prendi a fita novamente não adiantou tencionar mais a Linha, as condições adversas tornaram impossível continuar. Desmontamos tudo e com um clima ainda ruim discutimos sobre o ocorrido! Mas como disse antes, tudo fica de exemplo! Para conquistarmos o que parece impossível, é preciso que cada um faça o possível. E muitas das vezes, por mais que você possa fazer tudo, quando se trabalha em equipe é necessário deixar que a outra pessoa faça um pouco do trabalho também, para se superar ou mesmo aprender com o próprio erro. De qualquer forma constituímos uma boa equipe e assim todos festejamos no final dessa Trip com a mesma intensidade sobre todas as conquistas realizadas. E este Highline, apesar de não ter andando, devido às condições, constitui mais uma conquista realizada com aproximadamente uns 30 metros que batizo de Linha do Vendaval, um dia pretendo voltar para repetir esses dois belos Highlines nesta montanha que tem um visual magnífico da cidade lááá em baixo.

Assista o trailer deste super episódio: Ep7 Milão e Mônaco

Para ver as fotos, não esqueça, é acessar a Fanpage no Facebook: Milão Itália - Conquista em Mônaco

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Lyon França - Monte Piana Itália

Seguimos pela estrada subindo em direção aos picos de Highline nas montanhas geladas da Itália, vamos encontrar outra pessoa incrível nesta região que vai nos levar para conhecer as linhas inéditas de Highline em um lugar incrivelmente belo e acessível, é o Monte Piana que fica próximo às cordilheiras das Dolomites e de frente para o famoso Tre Cime de Lavaredo, um dos mais alucinantes picos de Highline, porem é também um dos mais difícil com acesso possível somente através de escalada, esse era o nosso principal objetivo nesta região. Mas nas altas montanhas as decisões são tomadas de acordo com as condições do tempo e a todo instante, neste caso tivemos que buscar uma solução de imediato se quiséssemos ter um contato maior com gelo e ter uma oportunidade de andar de Highline no cenário desta montanha a essa altitude, tomamos então as melhores decisões e mudamos a rota, saímos para explorar estas linhas conquistado pelo atleta Armim Holzer e foi muito mais divertido do que podíamos imaginar, um momento magnífico que vivenciamos nesta viagem pela Europa.
Depois de uma tarde tranquila de Longline em Annecy, no finalzinho do dia antes de pegar a estrada saímos para finalmente jantar decentemente, encontramos um restaurante que agradava a todos, rodízio! Depois disso pegamos a estrada em direção a Lyon e chegamos por voltas das 23:00, tomei uma taça de vinho com a galera e foi a gota d´água pra mim, passei mal durante a noite e nada parou no meu estômago, achei que pela manhã estaria bem e nada, só piorou! Seguimos para o encontro com uma galera de Trickline na região em uma fábrica abandonada.
Chegando lá encontramos o lugar ocupado por uma galera que já estava usando o local para combate de paintball, eles estava todos caracterizados com uniformes de polícia do exército e relutaram um pouco em dividir o espaço com a gente, mas depois uma troca de ideia eles cederam e até acompanharam a sessão de trickline da galera neste lugar onde eles mostraram o que envolve a cultura do equilíbrio no Slackline. Eu estava realmente mal, a temperatura também estava muito baixa e eu por não praticar esta modalidade e também não estar bem para treinar o Rodeo ou se quer assistir o espetáculo que eles deram ajudei apenas na montagem e na limpeza do ambiente, que realmente estava em total abandono, e em seguida me retirei de cena, aproveitei para descansar no motorhome. Depois de algumas horas nos despedimos da galera, e seguimos viagem em direção a Itália, foram mais uma dez horas de viagem e a noite, de madrugada quase, paramos na auto estrada para jantar e eu tentei comer um pouquinho, a minha situação não estava realmente das melhores, sabia que não, porque não conseguia comer nada mesmo estando com o estômago totalmente vazio há mais de 24horas.
Chegamos na Itália numa segunda-feira, só percebi onde estávamos pela manhã quando acordei e vi as montanhas cobertas de gelo na paisagem de fundo do Camping, este foi um dos melhores lugares que pernoitamos. A galera tomou um café da manhã de patrão e eu apenas belisquei algumas coisinhas e saímos para encontrar o Armim.
Após esse primeiro encontro com anfitrião, trocamos umas ideias com ele que é muito experiente nestas montanhas e avaliamos a questão do Ter Cime. Para nossa surpresa o Armim estava de muletas, ele explicou um pouco sobre as condições da montanha nesta época em que estávamos lá, não explicou muito sobre o ocorrido com ele, mas se mostrou totalmente disposto a nos guiar, o que já nos surpreendeu muito de ínicio. Seguimos em direção à base da montanha, mas já com o objetivo de conhecer outro lugar que pudéssemos fazer um Highline neste dia.
Conhecemos também o Lorenzo, amigo do Armim, que trabalha no Parque na área que engloba a região do Monte Piana para onde estávamos indo, pegamos uma carona no jipe por uma estradinha muito íngreme que leva até o Refúgio que tem o mesmo nome desta Montanha. Ficamos mais surpresos ainda mais quando o Armim pegou sua mochilinha e mesmo de muletas seguiu rapidamente pela trilha, nós o acompanhamos levando todo o material para esticarmos uma linha e no caminho começou a diversão, era a primeira vez que estávamos tendo um contato maior com o gelo, neve, em grande quantidade como tinha naquele lugar.
Tivemos a portunidade de conhecer algumas outras linhas de Highlines irados que o Armim conquistou, lugares bem acessíveis e com o visual incrível das montanhas geladas ao fundo e uma profundidade enorme olhando para baixo. A essa altura com toda motivação que encontrei na disposição do nosso mais novo amigo eu já estava me sentindo bem melhor, até comecei a beliscar um lanchezinho que levamos, mas dividi com os pássaros que estavam no local que devoram meu bolo em alguns segundos. Esticamos uma pequena linha demos um rolé que nos proporcionou umas imagens incríveis.
Retornamos antes de escurecer com um visual espetacular do Tre Cime ao fundo e fomos para o Camping. À noite estava muito fria, mas aquecidos no aconchego do camping que tinha até música ao vivo jantamos maravilhosamente bem, a galera de tão animados que estavam até se reunião para cantar também para a plateia do restaurante. Mas isso está em off, só nas fotos temos esse registro.
Assista agora o trailer do Episódio 5 na página do nosso Programa no site do Canal Off: Slackline Lyon e Monte Piana Ep5.
Não esqueça de acessar o Facebook também para curtir e compartilhar deste momento através das fotos na Fan Page Atleta Gideão Melo - Album Ep.5

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Dent du Lanfon – Annecy Fr.

Partimos agora para uma grande aventura, saímos de quase o nível do mar para um dos mais altos picos de Highline na França. Vamos conhecer um grande atleta que vai nos guiar até o topo da montanha junto com mais dois guerreiros de sua equipe de Slackline. Todo o esforço da equipe para realizarmos esta missão com os mais belos registros de imagens épicas inéditas na televisão, serão momentos extremos no frio e de superação pessoal recompensado com o resultado deste lindo trabalho e a bela e maravilhosa paisagem desta montanha conhecida como Dent du Lanfon em Anneci. Este lugar tem um enorme lago conhecido pelo mesmo e fica próximo a Itália e Suíça. Um verdadeiro paraíso para diversas práticas esportivas, entre elas o Higline, escalada e voo livre.

Apesar de todos os percalços durante os nossos desafios, eu particularmente, preso muito pela segurança de todos os envolvidos e a minha consequentemente. Aqui eu vou tentar descrever essa expirência que vivi, que foi uma das melhores na minha vida e com uma das melhores equipes de Slackline na França liderado por um atleta muito conceituado em toda a Europa. Essa incrível pessoa que agora faz parte da nossa história e vai nos guiar nessa missão é o Jullien Millot, juntamente com o Thibaut e o Quentin. 
No alpinismo temos uma filosofia que diz o seguinte, vá para a montanha com uma pessoa mais experiente do que você, pois caso precise, é ela que vai tirar você de uma roubada. Já em ocasiões extremas nos ambientes inóspitos nos tornamos sobreviventes, mas não é caso deste lugar. E de fato não poderíamos estar mais bem acompanhado.

Essa aventura começou pra mim desde a noite anterior durante a viagem, paramos para jantar na autoestrada em um dos poucos lugares abertos que encontramos, a galera fez o pedido de um lanche que seria o jantar, mas por falta de comunicação o meu pedido não foi contabilizado e era o ultimo atendimento antes do estabelecimento fechar também... fiquei sem jantar, viajamos umas 6horas até encontrarmos o camping em Annecy, está noite dormimos nesta cidade que é uma das mais charmosas desta região, considerada a Suíça francesa, e o meu jantar foi pão com atum enlatado, sem dúvida estava uma delícia! Sabia que no dia seguinte haveria uma grande missão e eu teria que da o meu melhor novamente para ajudar a equipe conquistar mais esse grande desafio.

Pela manhã do dia seguinte nos juntamos à equipe do Jullen, separamos o material essencial para montar o Highline enquanto o Paul agilizou os lanches para a montanha. Pegamos o motor home e seguimos para o Dent du Lanfon, estávamos um pouco atrasados do horário previsto para realizar essa missão, mas confiantes iniciamos a subida por uma trilha bem íngreme que leva até o colo das montanhas. Mas logo no inicio da subida percebemos a dificuldade do grupo em nos acompanhar para fazer o registro das imagens e para completar, nosso parceiro Gabriel, que já se mostrava indisposto declarou que estava mal da barriga! Paramos para descansar e analisar a situação. Resolvemos nos separar após conversarmos um pouco e falarmos sobre a possibilidade da equipe de produção não conseguir alcançar o topo da montanha junto com a gente e ou o Gabriel passar mal e termos que voltar todos depois estarmos próximos ao final, o que poderia também comprometer a segurança de todos, pois era a primeira vez que estaríamos tendo uma grande única experiência de escalar todos juntos em uma montanha com o acesso que é bem perigoso por sinal. _Quando temos conhecimento do risco de uma atividade, às vezes somos mal interpretados por nos declarar preocupado e expor uma opinião sobre o risco de acidentes por um dos integrantes e se vale a pena expor uma equipe inteira a um desafio que compromete uma expedição maior ainda. A decisão mais segura, diante do estado em que o Gabriel se encontrava, era ele voltar para o carro e se recuperar para os próximos desafios na viagem ou ficar com o grupo que subiria até o colo da montanha. A decisão então foi continuar, adicionamos um pouco mais de equipamento na mochila de cada um para que o Gabriel subisse mais leve, nos separamos em dois grupos e tocamos pra cima, havia muita subida no trajeto então decidimos subir na frente para adiantar. 

Quando chegamos ao colo entre os vales, de frente para o paredão onde iríamos subir, paramos para lanchar e se equipar, enquanto isso o Diogo Barbosa que é um dos cinegrafistas chegou quase em seguida juntamente com o Gabriel que resolveu que subiria com a gente. O Paul que estava no nosso grupo decidiu ficar e se juntar a equipe que estava subindo até esta base para assim fazer o registro do nosso grande desafio que era andar de Highline no topo desta montanha juntamente com o Jullien Millot.
O tempo passava rapidamente, pelo menos é essa sensação que temos quando estamos na montanha, e neste caso estávamos um pouco atrasados. Nos encordamos todos há uma distância de dez metros entre um e outro, sendo o Jullien na frente guiando o trajeto, seguido pelo Thibaut, Quentin, Gabriel, Diogo e eu fechando a cordada e recuperando os equipamentos deixados como proteção que usamos ao longo da escalada para dar segurança no caso de uma eventual queda.

Essa escalada foi um momento marcante para mim, e com aspecto de aventura por não saber como terminaríamos ou se terminaríamos bem, pois o fato de o Gabriel não está bem me deixou muito preocupado, mas se ele, por decisão própria, optou por subir! A força de vontade dele de estar junto era mais do que o suficiente para que nós conseguíssemos realizar esta missão. Então iniciamos a escalada à francesa, um estilo alpino muito praticado principalmente para agilizar as subidas. O acesso é também uma área de risco, pois há muitos blocos e pedras soltas, no caso da queda de alguém em qualquer ponto poderia causa um acidente ainda maior por conta disso, mas tivemos todo o cuidado e quando a corda esbarrava em alguma pedra gritávamos rapidamente para que quem estivesse mais abaixo conseguisse se proteger. O deslocamento neste estilo de escalada é simultâneo, a segurança está no contrapeso de cada participante entre os pontos de costura postos em raízes ou pedra entalada, então se faz necessário que todos estejam muito atentos, e eu por ser o ultimo da parte de baixo usei uma técnica simples com apenas um cordelete e um mosquetão através de um de bloqueio chamado prussik, se a distância entre eu o Diogo diminuísse ou aumentasse eu regulava a folga usando o nó.

Assim chegamos ao cume sem nenhum problema, iniciamos a montagem do Highline para começar a brincadeira, o desafio era uma belíssima linha de 35 metros no estilo gringo e bem solta do jeito que eles gostam. Não houve tempo para nós nos adaptarmos a andar neste estilo com fita tão solta, então pedíamos ao Jullien para esticarmos um pouco mais na nossa vez. Mas o maior prazer nesta missão já era ter conseguido chegar neste lugar na companhia deste cara tão incrível juntamente com seus amigos que nos proporcionaram momentos de muita descontração e alegria apesar do cansaço.

Andar neste Highline então foi como um prêmio! Já o frio, esse sim considero ter sido o maior desafio pra mim, coloquei todas as roupas que levei e ainda assim passei frio em alguns momentos. Depois de tudo montado não nos restava muito tempo, então assim que iniciei meus primeiros passos no Highline percebi que o Drone que estava sendo guiado pela a equipe lá de baixo estava sobrevoando no seu limite máximo, sabia que a travessia do Jullien com aquelas imagens aéreas seria histórica para nós e o tempo de voo também era curto, dei alguns passos na fita e saí rapidamente passando a vez para ele que deu um show com seu estilo leve de andar, isso foi gratificante para mim. O Gabriel também se animou e deu um rolé. Essas as imagens entram para a história com esse cenário impressionante, uma linda paisagem sendo revelada com imagens épicas neste Highline estendido sobre essa maravilhosa vista do Lago de Annecy.

Rapidamente enquanto havia luz desmontamos o Highline e fizemos um rapel para o lado oposto da montanha, pois em poucos instantes presenciaríamos outro momento inesquecível, o Jullien trouxe o seu equipamento de voo e fomos todos com ele até a beira do penhasco. Para observar um impressionante salto de Wingsuit por ele, o Diogo preparou a câmera sabiamente em slow e conseguiu registrar o momento exato do salto, ele se despediu e pulou no vazio sobrevoando uma incrível paisagem por quase dois minutos a uma velocidade impressionante. Tivemos ali um pequeno instante de euforia por ter presenciado esse momento e logo nos preparamos rapidamente para descer, pois teríamos que fazer todo percurso de volta e à noite.

Descemos com muito cuidado e sem nenhum problema, no final, quando todos já estavam no chão pegando a trilha de volta, eu fiz o ultimo rapel, e ao ler uma placa em homenagem aos falecidos no local, sentir que a minha preocupação chegara ao fim e na minha cabeça havia apenas a sensação de mais uma missão cumprida. Seguimos um pouco cansados com todo peso do equipamento de volta nas costas, caminhamos com muito cuidado na trilha que estava com alguns pedaços de gelo e em alguns trechos muito escorregadio, mas depois de algumas horas para baixo chegamos tranquilamente e fomos logo encontrar o Jullien Millot lá em baixo na cidade onde aproveitamos para comemorar o resultado desse grande desafio alcançado, ainda para fechar, pedimos umas pizzas e saímos para comer sentados numa praça na beira da estrada. Segundo a narração deles no blog da SlackFr, “_Um verdadeiro banquete, digno de um Asteríx”! Só uma palavra pode ser dita após esta grande realização na companhia de vocês, obrigado! Somos gratos pra sempre por tudo.
Lei um pouco mais através do relato escrito pelo Jullien Millot no blog da SlackFr (Brasileiros no Dent du Lanfon).

No dia seguinte ainda tivemos uma agradável experiência com esse cara. Fizemos Longline num dia de domingo em bosque com o Jullien e sua família, cada um de nós esticou uma fita longa e o Gabriel uma trickline. Tivemos o privilégio de ver de perto todo o seu estilo e aprender com ele uma nova maneira de sentir o equilíbrio para dominar uma fita em longas distâncias, uma verdadeira aula de Slackline por uma pessoa que faz do Esporte um estilo de vida, um cara que representa muito bem o Slackline mundialmente. Foi um dia de descontração, compartilhamos este melhor momento com ele falando do que o Esporte significa na vida dele e assim fechamos essa missão e seguimos agora em buscar de realizar mais uma etapa da viagem aprendendo e evoluindo com os momentos de superação. Afinal vivemos pelos desafios, porque sem superação não galgamos os degraus da vida.
Acesse agora o Facebook para ver mais fotos na página Atleta Gideão Melo Album Dents du Lanfon Ep4

Ah, não poderia deixar de linkar pra vocês o vídeo do Canal Off com a prévia do que vem neste Episódio 4, confira: Dent du Lanfon

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

SlackTrip Europa Ep.2

Atravessamos os mais incríveis penhascos na Europa para mostrar os cenários mais irados dessa modalidade conhecida como Highline. Neste segundo capítulo da série vamos ter esses lugares ilustrados por uma paisagem surpreendente no Rio Tarn onde realizamos nossa primeira conquista deixando nosso registro no País do equilibrista, um marco na nossa viagem que a gente compartilha com vocês através do Canal Off. E a emoção do meu parceiro Gabriel Faria que ao realizar uma manobra pela primeira vez no Highline não conteve as lágrimas e também falou dessa experiência maravilhosa de viver o sonho na Europa e está com pessoas incríveis num lugar magnífico como este.
Assista agora o vídeo no Site e veja um pouquinho do quem tem no próximo Episódio:
Após nossa primeira experiência nas montanhas francesas em Millau com o Highline da Princesa, no dia seguinte saímos com a ideia encontrar um pico para prática de Slackline. Ao seguir por uma rodovia nas margens do Rio Tarn ficamos deslumbrados com a paisagem e procuramos um local pra parar com o motorhome. Surpresos com uma paisagem tão incrível, mais do que imaginávamos pelo que já tínhamos visto em fotografias, comecei a ver a possibilidade de que a Linha magnífica de Waterline seria perfeito naquele lugar, e se conseguíssemos esta realização seria uma conquista histórica para nós e para o Esporte.
Perguntamos ao nosso amigo Guillaume Rolland que nos trouxe para conhecer este lugar se alguém já havia esticado uma linha neste local e ele nos respondeu com toda certeza que não, que seria a primeira vez. Isso nos motivou mais ainda, seria como deixar na França um legado após a nossa trip slackline, na verdade é esse o sentido da nossa Slack Trip, deixar por onde passamos o legado das conquistas , seja com um point definido ou com essa visão que compartilhamos, da escolha dos lugares para a prática do Esporte, além da participação das pessoas que fica historicamente gravada no nosso Programa e os feitos que realizamos também entra para a História do Slackine.
Após a definição dos pontos de ancoragens tivemos um grande obstáculo que era transpor o rio sem se molhar nas águas geladas do Tarn, neste final de Outono quando visitamos este local a temperatura já estava bem baixa, então nosso grande desafio nesta conquista já era encarar o frio e molhado não aguentaríamos muito tempo, podíamos até passar mal. Surgiu então a ideia de alugar um kaiake, mas chegando no trailer onde tinha um senhorzinho todo agasalhado vendo televisão, recebemos a notícia que a temporada já havia encerrada e ele não podia mais alugar os kaiakes, mas nos sugeriu um hotel ali bem pertinho onde poderíamos encontrar um. Chegando lá nosso amigo guia da Trip Paul Tridoux explicou em frânces sobre a nossa intensão no local e, as coincidências não pararam, estávamos falando direto com o dono do Hotel que estava lá, o que é difícil acontecer segundo a recepcionista. Depois de alguns minutos de bate-papo chegou mais senhor que por incrível que pareça é o prefeito da cidade, o Guillaume nos disse que estava com a intensão de realizar outros projetos na área, mas precisava de autorização, aproveitou a ocasião e falando pessoalmente com as pessoas certas no lugar certo ou inesperado assim conseguiu. Fomos super bem recebidos por estas pessoas e depois dessa conversa o Paul nos deu a boa notícia também de que estava tudo certo, conseguimos o Kaiake e assim partimos para missão.
O dia estava incrível e o reflexo da água revelava um cenário surpreendente, era até tentador dar um mergulho na água límpida deste lugar com esta paisagem magnífica, mas por está muito frio isso não foi possível. E para evitar que caíssemos na água resolvemos colocar a fita um pouco mais alta e usar a segurança de Highline. Assim ao invés de Waterline a Linha se tornou um Midiline, quando a altura é suficiente para proteger-se da queda, não é muito alto e nem muito baixo, mas permite a segurança mínima. Vocês ainda não viram, então neste episódio a partir desta incrível experiência vocês vão acompanhar o estilo dos “Gringos” na fita, a maneira como eles andam é normal, mas com o estilo próprio que o Esporte dá a cada um de nós. Estou falando do estilo como eles praticam o Slackine, no sentido da origem da palavra, Linha Bamba! É incrível como eles exploram o equilíbrio do corpo. Nós já temos nosso estilo próprio também que é com a fita um pouco mais retesada, principalmente para as linhas de longas distâncias. Eu apesar de já ter observado esse estilo deles pelo que acompanhava e via na internet, eu também estava acostumado a andar com a fita bem retesada, então essa primeira experiência foi bem exaustiva pra nós. Demos um rolé legal, mas apanhamos bastante! Já o Guillaume mostrou com estilo próprio como é possível, basta achar o equilíbrio sorrir e andar..., afinal o Slackline é pura diversão. Depois deste rolé irado trocamos uma ideia e eu sugeri que o nosso amigo pensasse num nome para batizarmos esta linha, e ele prontamente pensou justo na experiência de está ali dividindo este momento com nós brasileiros e ao intender perfeitamente, consagramos está grande conquista na França, batizamos com o nome em nossa homenagem, Linha Franco Brasileira.
Além dos desafios neste esporte está a experiência, buscamos os lugares mais desafiadores e nos preparamos isso, para realizarmos um sonho é preciso dá o primeiro passo e se manter em equilíbrio até afim. Nesta segunda parte vocês vão conhecer a doce e selvagem linha de Highline ou Wild Honey, como queira. De fato para mim foi que eu sentir com a experiência de esse Highline, caminhei por uma surpreendente crista que me levava para um paredão enorme onde puder ver e sentir um ambiente realmente selvagem, alto, muito alto. Quando olhava para baixo via algumas miniaturas de pinheiros e me lembrava que quando passei lá em baixo na trilha a maioria deste pinheiro tem aproximadamente uns trinta metros, é de arrepiar só de imaginar.
Lancei a bola para o outro lado do penhasco onde estava o Gabriel e o Guillaume, junto com o Paul e toda equipe que cuidavam de fazer o registro desta missão e da ancoragem do Highline. Fui descendo no paredão até sentir meus pés no vazio, equalizei os pontos de ancoragens devidamente como tem que ser, puxei a fitas e predi, tudo certo! Do outro lado a galera esticou o Highline e a brincadeira ficou séria, foi nesse lugar e nesse momento que minha fixa caiu, foi o impacto de que realmente a Trip tinha começado pra gente e nós estávamos na Europa fazendo Highline, vivendo uma viagem dos sonhos.


O local onde vivenciamos essa experiência é incrível! É conhecido como Gorges de La jonte, e fica nas proximidades do Rio Tarn onde também tem várias outras formações rochosas conhecida como Gorges du Tarn. A linha tem um nome que realmente representa a sensação de está no local, a Wild Honey, ela tem apenas 20 metros, mas com uma altura impressionante, o que torna o Highline um verdadeiro desafio. Neste episódio revelamos como escolhemos alguns destes picos de Highline, além de estarmos acompanhado de pessoas que conhecem bem o local, claro! O Guillaume Rolland inclusive é um dos conquistadores desta linha juntamente com outra pessoa incrível que é o Christian Kr, vamos falar sobre ele mais para frente. Tem um blog chamado highline database.com lá os picos de Highlines que foram definidos pelos conquistadores estão registrados com a localização no googlemaps e com as informações básicas de acesso e o que é necessário para realizar a montagem. Isso é de uma utilidade enorme, e assim pretendemos em breve registrar todos os nossos Points de Highline aqui no Brasil também, assim quando alguém, de qualquer lugar do mundo, tiver interesse em conhecer estes lugares, poderá ter uma noção básica do que será necessário usar para repetir as Linhas. Existe outro site no google onde também registramos os Points de Slackline no Brasil, mas também está desatualizado. 
Link para: highline database
O Guillaume se tornou um grande amigo, esse cara é um exemplo de pessoa, tem sua profissão e é um atleta nato do Slackline que pratica o Esporte por estilo de vida. Foi a primeira pessoa que, pra mim, encontrou as palavras certas para definir os desafios de se fazer um Highline como um todo, a sensação de dever cumprido, a missão que se completa não apenas pelo atravessar a fita, e sim com o andar na fita após todo trabalho que envolve e que faz parte do desafio! É isso que faz dele um exemplo. A conquista da linha Franco Brasileira e o desafio de andar na fita muito, o frio intenso, essa experiência toda foi muito importante para nós, foi o nosso primeiro passo na evolução com o Slackline na Europa e sem dúvida o mais importante, podemos dizer que foi por onde realmente começamos nessa Aventura. Um momento que sempre vamos lembrar com muita saudade.
Grade abraço e obrigado por tudo mais uma vez.

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Euro Trip Slackline Parte II Ep1.

Desembarcamos no aeroporto Charles de Gaulle e esperamos por algumas horas até o nosso voo de conexão. Foi um voo incrivelmente perfeito apesar das longas horas, eu nunca tinha feito uma viagem tão longa assim de avião. Essa determinação de conhecer e desvendar os melhores picos de Highline na Europa e, o fato de está na Europa, pisar em Paris, mesmo que por uma passagem rápida me faz suspeito para falar de tudo com muita importância para quem está realizando um sonho de conhecer esses lugares em vários países do Velho Continente. De qualquer forma falo que, com toda certeza, desde o primeiro momento eu estava com os pés no chão, então tudo que falarei aqui é com muita propriedade e claro, muito entusiasmo também, não esqueça disso.

 Esse primeiro impacto e o clima me ambientaliza, mas a ficha não cai neste primeiro momento. Caminho em direção ao saguão de espera observando a arquitetura das enormes paredes deste aeroporto e percebo que realmente estou em outro mundo. O foco nos grandes objetivos que tenho me mantém na direção, quero manter o equilíbrio em tudo pois é isso que busco através do Slackline. O que eu vivo neste Esporte e na Escalada é o que me torna uma pessoa melhor, principalmente a cada nova experiência, é o que eu compartilho com as pessoas, para que coloquem também em prática essa magia do Esporte na vida real, que tragam para o dia a dia esse aprendizado tornando a convivência melhor em qualquer ambiente.

Comunicação, pessoas, surpresas, saudades, lugar diferente a cada passo e convivência! Não importa a ordem, essas palavras e ações, assim como muitas outras que serão repetidas aqui, são como um tempero, não podem faltar e devem se diversificar e combinar, postas em prática como um ato de reflexo a todo instante para que um resultado positivo seja alcançado todos os dias. Beleza! Depois de algumas horas já estou viajando junto com meu brother Gabriel e nossa equipe de guerreiros, para quem não conhece vou citar apenas os nomes: Bernardo Boscoli, Diogo Barboza, Fernando Pereira, Rodrigo Figueiredo e Rodrigo Tomé, eles dispensam apresentações, vocês o reconheceram pelo resultado deste trabalho também, assim como muitos outros já realizados com produção e imagens de alto nível. O destino final desta longa viagem de avião agora é Barcelona, onde vamos encontrar o nosso parceiro principal nesta Slack Trip que até então não conhecíamos, o francês Paul Tridox que é amigo da Vanina, minha amiga francesa onde minha esposa Stephany Raiol estará, na cidade de Millau França nos dias que eu passar por lá. Essas duas pessoas citadas não apareceram no Programa, infelizmente, apesar da receptividade com que nos receberam em casa.
 
Mais um voo tranquilo de duas horas aproximadamente e agora estamos na Espanha, no desembarque o Paul nos recebe com um sorriso carioca e alguns instrumentos musical tipicamente brasileiro. Seguimos para um Hostel em Barcelona, vamos andar um pouco pela cidade e fazer algumas compras para quando pegarmos a auto-estrada fazer uma viagem tranquila. Enquanto isso, no dia seguinte, vamos dá mais uma volta pela cidade, atraídos pela impressionante arquitetura de Barcelona e da tão famosa arte de Galdi, vamos dá os nossos primeiros passos no Slackline num cantinho bem legal onde é possível ver a cidade de cima, do lado do Museu Nacional de Arte da Catalunha o MNAC e claro, achamos também um lugarzinho incrível em frente à Catedral onde fechamos esse primeiro rolé antes de pegar a estrada em direção a França, até sexta-feira ainda tem muito chão, então vamos pegar o Moto Home e seguir, pois a nossa próxima parada em Millau França.

Ao nos aproximarmos da França comecei a sentir saudade da minha parceira Stephany que estava a minha espera, na casa da Vanina, pena que ela não ia poder me acompanhar nesta viagem, mas com a boa recepção da nossa amiga Vanina que também é quase uma carioca nós podemos cozinhar até um feijão bem no estilo brasileiro e ficar duas noites maravilhosas juntos num cantinho bem aconchegante, ela abriu as portas da sua casa pra gente e colocou duas principais pessoas importantes na nossa vida, deu todo suporte inicial para nós começarmos essa Trip bem, essas pessoas maravilhosas são o Paul e também o Guillaume Rolland que vocês vão conhecer logo no Primeiro Epsódio. Além disso, ela recebeu toda equipe também na chegada, era mais ou menos uma hora da madrugada, nos aconchegamos todos num “salão medieval” com direito a cafezinho durante a reunião que fizemos para tomar as decisões iniciais. Muito grato por tudo minha amiga.
No dia seguinte, depois de saborear um bom café com pão legítimo francês, separamos os equipamentos partimos direto para as montanhas, são muitas gargantas conhecidas como Gorges. A primeira linha de Highline é a Princess Line na Gorges de  La jonte, assim o nosso desafio começa.
O frio é um dos principais desafios, apesar de gostar desse clima e está preparado temos a surpresa dos ventos na hora que estivermos andando sobre a fita no Highline, a sensação térmica diminui com esse agravante o que torna mais emocionante toda essa experiência. Neste local aqui em Millau foi realizado um grande Evento bem conhecido que reúne vários atletas dos mais diversos esportes que é o Natural Games. Aqui tem diversas linhas de Highline e muitas outras opções ainda, os melhores atletas do mundo já passaram por aqui e o Guillaume que está com gente nesta primeira missão conhece bem esta área. Como não temos tempo para explorar todas as linhas, vamos direto nesta que é mais acessível, porém não tão perto. Subimos durante quase duas horas, mas todo esforço foi recompensado com o belo visual desde o início da trilha. Finalmente o primeiro desafio mais esperado, e a fixa começa a cair! Estamos na Europa, e este lugar compõe o que podemos dizer que um cenário perfeito para o Highline, montanhas, vales e grandes altitudes. Ao passo que nos equilibramos sobre o vazio depois de todo trabalho que tivemos pra chegar até aqui, a montagem a dedicação de cada um torna essa primeira travessia a maior recompensa, apesar da tensão que ainda paira no rosto, às vezes inevitável transparecer esse cansaço, mas aos poucos vamos deslizando suavemente na fita, encontrando o equilíbrio. O mais legal disso tudo é compartilhar o que vivemos através deste Esporte nestes lugares incríveis com vocês, ao menos tentamos transmitir essa sensação, se é que não está evidente no rosto de cada um de nós! É essa visão e também um belo trabalho em equipe que dá forma, concretiza este sonho. 

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